Ato de amor: bombeira catarinense doa 100 litros de leite para UTI neonatal

História ganhou repercussão nacional e inspira outras mães

Uma atitude silenciosa, mas poderosa, transformou a rotina de uma bombeira militar do Oeste catarinense em um verdadeiro ato de amor coletivo. Aos 26 anos, Bárbara Libioda Schäffer Backes, de Capinzal, doou cerca de 100 litros de leite materno em apenas sete meses — quantidade suficiente para ajudar a salvar a vida de inúmeros recém-nascidos prematuros.

O leite foi destinado ao Banco de Leite Humano do Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, referência no atendimento neonatal. O volume impressiona: aproximadamente 200 frascos de 500 mililitros, utilizados no cuidado de bebês internados em unidades de terapia intensiva neonatal.

Bárbara, que atua como bombeira em Xanxerê, deu à luz o pequeno Joaquim em julho do ano passado. Foi ainda nas primeiras semanas de amamentação que percebeu produzir mais leite do que o filho consumia. Diante disso, buscou orientação junto ao banco de leite, iniciando uma jornada que mudaria não apenas a sua rotina, mas também a de muitas famílias.

Após o primeiro contato, ela recebeu todo o suporte necessário para realizar a coleta com segurança em casa. Frascos esterilizados, etiquetas, touca, máscara e instruções detalhadas passaram a fazer parte do processo. Antes de cada extração, o cuidado era rigoroso. “Eu sempre higienizava bem as mãos, utilizava touca e máscara e seguia todas as orientações para garantir a qualidade do leite”, relata.

O material era armazenado no freezer até atingir o volume ideal para envio. O transporte até Chapecó contou com o apoio da prefeitura de Xanxerê, garantindo que o leite chegasse em perfeitas condições para ser utilizado pelos profissionais de saúde.

Com emoção, Bárbara resume a experiência em poucas palavras: “Eu costumo dizer que são 100 litros de amor e esperança, que podem ajudar a salvar muitas vidas”. Para ela, a doação trouxe um forte senso de propósito. “Às vezes, poucos mililitros já fazem uma grande diferença para um bebê”, destaca.

A história, que ganhou repercussão nacional, também serve de incentivo para outras mães. Bárbara reforça que doar leite materno é possível para mulheres saudáveis, com bebês de até dois anos e produção excedente, sempre com acompanhamento especializado.

“Muitas vezes a gente nem sabe que essa opção existe. Se você pode doar, procure um banco de leite. Você pode estar ajudando a salvar vidas. Cada gota importa”, conclui.

Com informações do G1

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