
Amor pela pecuária: na criação de bovinos, novas metas e muitas conquistas, sempre embasado na busca por profissionalização e respeito aos funcionários. FOTOS: Arquivo Pessoal
Acordar cedinho, para enfrentar uma jornada de trabalho de até 14 horas por dia, nunca foi um problema para Edson Zinnke. O empresário e pecuarista sempre teve uma vida muito ligada ao campo. Ainda criança, já acompanhava o pai e o avô em algumas tarefas na propriedade em Pomerode Fundos.
Edson relembra que, em casa, a criação de animais e o plantio de algumas culturas era feito mais para o consumo próprio, somente alguns anos depois essa realidade começou a mudar. “Meu pai faleceu ainda muito jovem e eu, com apenas 22 anos, tive que ajudar minha mãe a cuidar da criação que mantinha em casa, além de trabalhar com meu avô, Lauro Guenther, no tradicional frigorífico do qual ele era dono”.
Aliás, foi do avô que herdou a essência da verdadeira produção de embutidos. “Sou a terceira geração no frigorífico criado pelo meu avô e sempre digo que acho que nasci com gosto por tudo isso. Quando ele também faleceu, assumi o negócio da família e foi uma responsabilidade muito grande. Trago dentro de mim o que aprendi com meu avô. Hoje os embutidos que faço têm a grande tradição dele”, afirma.

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Edson garante que, mesmo com todas as mudanças tecnológicas e formatos produtivos, ainda consegue manter aquele gostinho artesanal de anos, marca registrada da linha de embutidos comercializados em todo o Estado. “Acho que esse é o principal ponto de ter clientes tão fiéis ao que produzimos. Muita coisa mudou com os anos, fizemos todas as adequações estruturais e sanitárias, mas o sabor continua único”, declara.
Outro ponto alterado com os anos foi a criação de suínos, o avô de Edson tinha o seu próprio plantel usado no frigorífico, atividade que foi substituída, aos poucos, por um novo rebanho, o de bovinos. “Tive que tomar uma decisão porque não dávamos mais conta, eu e minha esposa, de cuidar de tudo, nos desfizemos dos porcos para começar a criar o gado. Então, começamos a comprar os suínos de criadores parceiros”, relembra.
Um sonho de menino e uma das metas do jovem pecuarista e empresário: se tornar o maior criador de bovinos do município. O começo não foi fácil, eram apenas 20 cabeças de gado que, com o passar dos anos, se transformaram em centenas de animais. Cria, recria e engorda, divididos nas propriedades, arrendadas e próprias, que Edson mantém em Pomerode e Rio dos Cedros.
“A minha meta, além de ter o maior plantel de Pomerode, era de poder criar os animais que eram comercializados em meu açougue, queria garantir a qualidade do que eu estava vendendo aos meus clientes. E foram 20 anos de planejamento, trabalho e dedicação, até atingir essa meta há dois anos. Nada foi fácil e fomos sempre trabalhando as nossas limitações”, reforça.

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Como qualquer atividade no campo, a pecuária requer qualificação, investimentos e o olhar atento do dono. “Eu só me dedico à pecuária quando as atividades do frigorífico acabam. Sempre que posso estou visitando minhas propriedades, todos os dias, inclusive aos sábados e domingos. Acho que cheguei ao meu objetivo de ter um frigorífico de destaque, com produto reconhecido no mercado pela qualidade. Eu como todo dia linguiça e não posso acreditar quando alguém me diz que enjoa desse embutido. Assim como me orgulho dos animais precoces que crio, prontos para o abate aos 18 meses, carne de qualidade”.
Orgulho e gratidão também compartilhados com seus colaboradores, parceiros de negócio e, principalmente, sua família. “Em cada novo dia de trabalho, preciso do comprometimento de todos os meus colaboradores, sem eles nossos objetivos talvez não poderiam ser alcançados, em especial ao Lourival e Ildo Lach, que começaram comigo e seguem até hoje. Também preciso agradecer meu grande amigo Sírio Jandre e minha família, minha esposa e minha filha, sem elas nada disso faria sentido”, assegura.
Edson diz que se sente realizado tanto com o trabalho que desenvolve na pecuária, quanto no frigorífico e reitera que nunca pensou em deixar essas duas atividades de lado. “Hoje são quase 40 anos trabalhando no frigorífico e praticamente o mesmo tanto com a pecuária, mas eu ainda fico contente quando o despertador toca e eu saio para trabalhar todos os dias. Nunca podemos perder os objetivos, o caminho pode ser difícil, mas não podemos desistir nunca. O retorno existe em tudo, mas é preciso dedicação, aprender com cada perda e amar muito aquilo que se faz”, conclui.
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Foto: Arquivo Pessoal 
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Amor pela pecuária: na criação de bovinos, novas metas e muitas conquistas, sempre embasado na busca por profissionalização e respeito aos funcionários. FOTOS: Arquivo Pessoal
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