A paternidade entre gerações

Na família Glatz, a história de amor entre avô, pai, neto e agora bisneto

Foto: Marta Rocha
Transformação entre pais: as três gerações da família Glatz falam sobre os desafios da paternidade.

No encontro de gerações, os depoimentos das mudanças que chegam com a paternidade. Sentados na sala estão três pais da família Glatz: Valdemar, Waldir e Fernando, que discorrem sobre as alegrias e desafios da maior missão de suas vidas. Cada um foi pai em um período diferente da história, mas o que mudou com os anos?

Valdemar, hoje com o título de “Opa” e mais recentemente de Urgrossvater, o “Uropa”, teve dois filhos, Waldir e Isolete, muito desejados e amados. “Os filhos são uma dádiva de Deus, são peças muito importantes da nossa vida. Foi um misto de surpresa com alegria quando cada um deles chegou”.

Na época, os pais tinham uma rotina muito dura, sempre ligada à agricultura, viviam da plantação e dos animais que criavam. A infância era livre e as crianças aprendiam desde cedo a verdadeira importância do trabalho. “No início, o trabalho era pesado e os pais precisavam levar os filhos, mesmo pequenos, para a roça, pois não tinham onde deixá-los. Eu acho que essa foi a maior lição que passei para meus filhos, o amor pelo trabalho, ele não nos garante apenas o sustento, mas nos faz pessoas melhores. Meus dois filhos sempre foram muito respeitadores, sempre ajudaram em casa. Depois, cada um seguiu a sua carreira e construiu a sua vida”, declara.

Arquivo Pessoal /Pés no chão: nas recordações antigas, um pouco da essência que Fernando quer passar para o filho.

Já Waldir, promovido em abril ao cargo de “Opa”, assim como Valdemar, também teve dois filhos: Fernando e Gabriel. Não estava nos planos ter a mesma quantidade de crianças do pai, mas compartilhou com ele a chegada de cada um. “Ser pai é uma alegria e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade para criar e educar. Tentei sempre passar o respeito pelo próximo, a dignidade e a honestidade, ensinamentos que recebi do meu pai, procurei transmitir para os meus filhos e que espero ter a oportunidade de passar para os meus netos também”, afirma.

Base sólida, que agora Fernando começa a praticar com o pequeno Arthur, seu primeiro filho. “Eles são grandes exemplos para mim. Eles me ensinaram a cuidar do meu filho e a dar muito amor. Agora, quero tentar passar todos esses valores e fazer realmente com que ele cresça fazendo o bem para a sociedade”.

Arquivo Pessoal /

Fernando conta que o filho ainda estava nos projetos para o futuro quando receberam a confirmação de que ele estava a caminho. “Receber a notícia que a Charlene estava grávida foi maravilhoso. Sempre quis ser pai e tínhamos feito um planejamento para a sua chegada, mas a notícia de que o Arthur já estava a caminho foi uma surpresa fantástica, senti muita alegria, meu coração explodiu de tanto amor”, conta.

Fernando garante que pretende construir laços ainda mais próximos com a família para que Arthur possa crescer e se tornar um grande homem no futuro. “Há muita coisa no mundo lá fora e nossos filhos precisam de suporte e amor para que aprendam a seguir de forma digna. Quero que ele seja mais do que eu sou e espero que ele batalhe muito por suas próprias coisas, para que ele consiga chegar lá”.

Marta Rocha /

E juntas, as três gerações de pais pretendem dar continuidade à história da família. Meus avós e meus pais sempre me incentivaram a manter o idioma alemão e as tradições herdadas dos nossos antepassados, para que possamos preservar a cultura da nossa região. Vivemos em um mundo conectado e sabemos que o Arthur precisa ser instruído quanto a isso. Também queremos que ele tenha horários para pisar na terra, sujar a roupa e se machucar, para que ele entenda que a vida não é apenas tecnologia. Paternidade é isso. É cuidar da família e batalhar sempre para que todos estejam bem”, finaliza Fernando.

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