Renan Selke conquista ouro na Obmep

Aluno da Escola Básica Dr. Amadeu da Luz foi o único pomerodense a alcançar a premiação máxima

Foto: Mayara Koepp
Ouro: Renan foi o único estudante de Pomerode a conquistar o ouro na Obmep.

Se para muitos estudar matemática causa aflição, para o aluno da Escola Básica Dr. Amadeu da Luz, Renan Augusto Selke, de 12 anos, é um prazer. Toda essa afinidade, esforço e dedicação à disciplina fizeram com que o jovem conquistasse uma cobiçada medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática (Obmep).

Renan foi o único estudante pomerodense a alcançar o feito na edição desse ano. A classificação oficial foi divulgada na terça-feira, dia 03. “Estava em casa, com meus pais, quando vimos o resultado no site. Fui logo olhar os vencedores da medalha de ouro e encontrei meu nome lá, fiquei muito feliz”. Ele conta ainda que os pais quase não acreditaram: “minha mãe até quis olhar de novo”.

O estudante revela que a segunda fase da prova foi bastante difícil, pois exigia que os participantes não apenas resolvessem os problemas através de contas, mas descrevessem de que forma estruturaram o raciocínio para chegar à resolução. “Houve alguns momentos em que eu sabia o resultado, mas tinha dificuldade de explicar como tinha chegado até ele”. O que mais o ajudou foi a experiência de já ter realizado a prova em 2018. Ele revela que no ano anterior o nervosismo foi um grande adversário, por isso não alcançou um resultado mais expressivo. Já na edição desse ano, teve foco para resolver as questões com calma. Foram cerca de duas horas e meia de muita concentração que o levaram à medalha de ouro.

Mayara Koepp/Apoio e orientação: Renan e a professora Janiele comemoram a conquista.

Todo o desenvolvimento do aprendizado de Renan e dos demais alunos da Escola Dr. Amadeu da Luz que participaram da Obmep foi possível graças ao trabalho e orientação das professoras Maria Cristina Sborz Dallmann e Janiele Cristofoletti. Maria Cristina era a professora de matemática durante o primeiro semestre e, após se aposentar, foi Janiele quem assumiu a função. Apesar de já não estar mais em sala de aula, Maria Cristina continuou desenvolvendo um trabalho voluntário, oferecendo treinamento aos alunos que participam da prova.

Para Janiele, desafios como os propostos pela Obmep estimulam o raciocínio lógico e a capacidade de resolver problemas. “A Olimpíada propõe desafios que levam o aluno a traçar um caminho para chegar à solução. As questões são difíceis e o treinamento feito pela professora Maria Cristina abordava justamente isso: por onde começar, de que forma coletar os dados, separá-los e também, qual a melhor maneira de explicar esse raciocínio”.

Janiele explica ainda que a Obmep ocorre em duas fases, a primeira delas é classificatória, com questões alternativas. Já os alunos que se classificam para a segunda fase respondem a questões descritivas. A dedicação dos alunos reflete não apenas no momento dessa prova específica, mas também no desempenho escolar de forma geral. Janiele revela que muitos deles participaram também da Olimpíada Regional de Matemática e agora aguardam a confirmação do resultado. “Podemos ter mais algumas boas surpresas”, finaliza.

Mais medalhas para Pomerode

Renan foi medalhista no Nível 1, que corresponde a estudantes do 6º e 7º anos. No Nível 2, para alunos de 8º e 9º anos, estudantes de Pomerode também conquistaram medalhas. Cristina Siewert Jansen, da Escola Básica Olavo Bilac conquistou a prata e Sofia Sousa Lindner, também da Olavo Bilac, ficou com uma medalha de bronze. Diversos outros estudantes pomerodenses conquistaram também menções honrosas.

Mayara Koepp/

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