Aline Daiane W. Greuel conta sobre a experiência vivida nessa modalidade esportiva

Nos dias 5 e 6 de dezembro ocorreu em São Paulo o Sulamericano 2020, campeonato que contou com cerca de 200 atletas de cinco países diferentes: Brasil, Argentina, México, Peru e Bolívia. Nesse ano, a pomerodense Aline Daiane W. Greuel, de 29 anos, saiu da competição com o troféu de tricampeã.
Segundo a atleta, há duas formas de se credenciar a participar do Sulamericano: ter competido no ano anterior ou estar entre os três primeiros colocados do país que representa.
Nessa modalidade esportiva há diversas categorias, tanto no feminino, quanto no masculino. No caso de Aline, ela compete na categoria Wellness, uma das mais populares no fisiculturismo feminino brasileiro, em que o foco não é possuir um corpo tão musculoso e atlético como em outras categorias do bodybuilding.
Aline também admite que a pandemia a prejudicou no início, principalmente com relação aos treinos, porém outras coisas foram fáceis de continuar seguindo. “A dieta, que também é uma chave principal, não tinha desculpa para não acontecer”, conta. Para ela, superar limites durante todo o ano faz total diferença no resultado final. “Sempre falo que quem quer um diferencial, precisa ser atleta o ano todo. Então temos que fazer das dificuldades, pilares, para nos tornar ainda mais fortes”.
Ainda devido à pandemia, alguns planos tiverem que ser cancelados, como o campeonato Mundial, em Bali, do qual ela participaria. “Porém, como vivemos isso o ano inteiro, decidimos que continuaríamos a preparação e então aproveitamos que o Sulamericano seria no Brasil para subir nesse evento”.
A atleta começou nesse esporte com o incentivo de uma amiga, há seis anos, quando iniciaram a preparação para as competições. Porém, segundo ela, mesmo depois desse tempo o fisiculturismo ainda não é valorizado como deveria. “Os custos saem todos de nosso bolso. Infelizmente, a área do esporte aqui vê apenas como um esporte individual e acabamos não tendo incentivo deles”, pontua.
Para ela, participar disso tudo vai muito além de medalhas e troféus. “O esporte faz você valorizar pequenos detalhes, faz você se tornar mais forte, principalmente mentalmente, porque a mente é o que costuma querer nos fazer falhar, mas a gente entende que pode tudo, basta querer e lutar para isso”.
Por fim, Aline faz um agradecimento especial. “A Deus, por sempre nos dar forças. Ao meu esposo, treinador e maior incentivador, Anderson. Ele que nunca mede esforços para que eu chegue da melhor forma e sempre tira o melhor de mim. Aos nossos parceiros, por acreditarem em nós”. Nós, do Testo Notícias, parabenizamos a Aline por mais essa conquista e por honrar novamente o nome de Pomerode.

Osmarina Moraes/
































