Curiosidades históricas: Cine Mogk e a sétima arte em Pomerode

Por Genemir Raduenz, Edson Klemann, Johan Ditmar Strelow e Cláudio Werling

Foto: Nilton Volkmann
Fachada do Cine Mogk, em destaque cartaz anunciando o filme Mazzaropi. Deitado em frente ao cinema para um ?breve descanso? está um velho conhecido da comunidade naquela época.

O primeiro filme rodado na região foi em Blumenau (1900) no teatro Frohsinn. Nos anos 30, 40 e 50, Walter Mogk e José Julianelli começaram a percorrer de carroça as pequenas cidades com seus projetores apresentando filmes nos salões de festas. Posteriormente por volta de 1941 Walter Mogk abre sua sala de cinema em Blumenau na Itoupava Norte e em seguida em outras cidades da região como Pomerode, Timbó, Indaial e Gaspar. Todas as salas tinham a marca Walter Mogk, um homem que amava os espetáculos da sétima arte. Em Pomerode, Mogk abre sua sala de cinema com capacidade para 200 pessoas bem no centro da cidade na rua Paulo Zimmermann, com sessões nas quartas, sábados e domingos. Aos domingos iniciava às 15h sendo o ponto de encontro dos jovens que se reuniam no Chapéu do Farrinhas e arredores aguardando as sessões começarem. Filmes como Mazzaropi, Tarzan, Marcelino Pão e Vinho, o Gordo e o Magro e Filmes de faroeste eram sucesso de bilheteria.

Acervo: Haroldo Steinert/Haroldo Steinert em atuação no Cine Mogk.

Os Lançamentos eram exibidos primeiramente em Blumenau e depois seguiam para as cidades vizinhas. O pomerodense Haroldo Steinert trabalhou como operador de máquina no Cine Mogk por muitos anos e dominava tecnicamente o projetor. Iniciou seu trabalho no cinema por volta de 1965 e destaca que na ocasião havia um funcionário na bilheteria, o operador da máquina e um porteiro. Ele menciona que nos lançamentos geralmente o cinema lotava, foi o caso do filme “Sissi a Imperatriz” que rodou a semana inteira com casa cheia. Steinert relembra que no início das sessões tocava uma música e a abertura era um Condor voando (a maioria dos filmes eram da produtora Condor) e os filmes alemães eram os mais prestigiados na época. Menção para a série “Die Zwillinge von Zillertal” (As Gêmeas de Zillertal), considerado sucesso absoluto. Ele aponta alguns desafios que surgiam durante as sessões, como a frequente falta de energia que gerava um enorme transtorno, bem como, quando a fita do filme arrebentava ao meio durante a sessão, mas era preciso concentração e técnica para dar continuidade ao espetáculo. Atualmente um dos projetores do extinto Cine Mogk se encontra exposto na Biblioteca Pública de Pomerode.

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