Pâmela Erig está morando na China há dois anos, onde realiza trabalhos na área
Por: Redação TN

Viagem: a modelo já conhece praticamente toda a China.
O sonho de muitas meninas é crescer e se tornar modelo, mas empecilhos no caminho e diversos outros fatores fazem com que poucas transformem o desejo em realidade. Esse é o caso da pomerodense Pâmela Erig, de 19 anos, jovem que atua há dois anos como modelo na China.
A história iniciou anos atrás, quando ainda era criança e adorava ser fotografada. Diante disso e com o auxílio da mãe, começou a fazer testes para ser modelo de lojas em Pomerode e região. Infelizmente, nunca conseguia passar na seleção, pois diziam que não se encaixava para a função. “Eu sou magra naturalmente por genética e então minha mãe decidiu me colocar nesses concursos de beleza e escolha de rainha para clubes de caça e tiro”, conta.
Posteriormente, já adolescente, Pâmela iniciou a busca por agências, sendo recusada por três pelo mesmo motivo: não era alta suficiente e magra demais. Até que, em outra agência no Brasil, surgiu a proposta de trabalhar fora do seu país, fazendo contratos com agências da China. “Fiquei bem assustada no começo, porque nunca tinha ouvido falar antes”, revela. Após aceitar o desafio, Pâmela realizou um curso de modelo focado no cenário internacional. “Foi ali que aprendi a agir fora do Brasil, onde a cultura é totalmente diferente da minha, tendo que trabalhar usando outro idioma.”
Depois dos quatro meses de aulas, havia chegado o momento da despedida. No dia 1º de abril de 2019 Pâmela já estava em São Paulo, longe de casa, à espera do voo para o outro lado do mundo. “Lembro desse dia como se fosse ontem, foi aterrorizante. Eu chorei muito durante o dia todo no banheiro, estava muito assustada, pensei em desistir, mas consegui seguir em frente. No horário do meu avião, meti a cara e, quando vi, estava na China”, relembra.

Antes de embarcar nessa experiência, o medo tomou conta, pois nunca imaginou como seria estar fora de Pomerode ou de Santa Catarina. “Eu nem sequer conheço muito bem o Brasil e estou do outro lado do mundo”, brinca a modelo. A diferença no idioma também foi motivo de receio, isso porque Pâmela não dominava o inglês e foi aprendendo aos poucos a melhora-lo. “O que eu sei hoje em dia é o que aprendi na prática, no dia a dia, nos trabalhos com as modelos de outros países, aprendi me virando e quebrando a cara.”
Já em relação à gastronomia, ela diz ser muito diferente, pois na China a comida é totalmente apimentada, “mas eu fui experimentando tudo e hoje sou apaixonada.” Ela contextualiza que já morou em Chengdu, onde gostam mais de pimenta nas receitas. Hoje, vive em Hangzhou, local em que a culinária é mais doce.
Além desses dois medos enfrentados antes de chegar no país, Pâmela evidencia a dificuldade de encontrar pessoas que também falam inglês, pois, segundo ela, é um país fechado que não tem vontade de conhecer o mundo. “No trabalho, eles sabem coisas mais simples somente para conseguir nos guiar”, aponta. Outra dificuldade é por estar sozinha. Mesmo gostando desse espaço, “as vezes é uma solidão e é assustador, porque é você por você.”
Em relação ao dia a dia como modelo internacional, conta não existir uma rotina, diariamente são trabalhos diferentes e nas mais variadas cidades, indo desde fotos, desfiles até comerciais. Por isso, Pâmela já conheceu praticamente todo o país, “faltando poucas cidades”.
Sobre ser modelo, destaca que a profissão é muito mais do que ser alta e bonita ou só tirar fotos e desfilar. Para ela, é questão de ser profissional em uma área que usará a imagem, a beleza, o perfil e os detalhes como pessoa. “É questão de conquistar seu lugar e mostrar para o mundo quem é você de verdade. Sempre quis mostrar para o mundo quem eu era, quem é Pâmela Erig, e nunca tive essa oportunidade antes como tenho agora”, admite.
Por fim, Pâmela deixa um agradecimento aos familiares, em especial à mãe, Marilse Zanon Erig, pois “ela sabia o quanto eu queria isso e o quanto lutamos, sem ela nada teria acontecido”.
Imagens


Foto: Arquivo pessoal
Viagem: a modelo já conhece praticamente toda a China.
































