Quando era criança e frequentava a quarta série do primário (Sim, eu sou do tempo de primário, ginásio e segundo grau. Mudou enquanto ainda estudava, só para pontuar!) voltei para casa, certo dia, sem levar comigo a mochila. O curioso é que só dei por falta dela lá pelo meio da tarde, quando fui “fazer a tarefa”.
O engraçado é que na ocasião cogitei até a possibilidade de alguém ter roubado de dentro da minha casa (Para quê roubar uma mochila repleta de cadernos, lápis e apontador? Sei que não faz sentido, mas minha mente de 10 anos de idade achou que essa era a explicação mais lógica). No fim das contas, um vizinho que frequentava a aula no período vespertino apareceu lá em casa lá pelas 17h30min, dizendo que a professora o havia pedido para me trazer a bolsa, QUE A BONITA AQUI TINHA DEIXADO NA ESCOLA. Eu simplesmente fui embora, andando da escola até em casa, sem perceber que estava sem a bolsa.
Com isso, aprendi a prestar muita atenção aos meus pertences. Costumo checar inúmeras vezes se estou com a carteira, as chaves e assim por diante. Nunca mais havia perdido, de verdade, qualquer outra coisa (só aqueles episódios de procurar o celular pela casa quando cai no encontro dos acentos do sofá).
Pois bem, anos mais tarde, já formada no Ensino Superior e com cabelos brancos (apenas alguns fios), a pessoa aqui conseguiu fazer a peripécia mais uma vez.
Nessa digníssima semana, saí para almoçar. Voltei à Redação na parte da tarde e, lá pelas tantas, precisei de algo que estava dentro da bolsa. Abri o armário onde guardamos os pertences pessoais e… Nada. Não estava lá, vasculhei as outras prateleiras, vai que tinha me equivocado e… Nada.
Já com a experiência de outrora, sequer cogitei roubo, sabia perfeitamente que eu mesma tinha aprontado novamente. Perguntei às colegas de trabalho e uma delas me disse: você não chegou com a bolsa após o meio-dia. Aí perguntei a outra se havia observado se eu havia saído com a bendita, horas antes, mas não se recordava (Claro né, pra quê ela ia checar se eu estava levando a bolsa?).
Lembrei então que no horário do almoço passei em casa e aí veio o estalo: “deve estar lá”. Após o expediente, cheguei, abri a porta lá estava ela, repousando placidamente no sofá. Ó céus! De volta à lição de prestar atenção ao básico. Oremos!

