Polícia Civil vai investigar morte de bebê em hospital de Timbó

A Polícia Civil de Timbó, através do delegado Ismael Gustavo, instaurou inquérito para apurar a denúncia de negligência na morte de um bebê ainda em gestação, após Boletim de Ocorrência registrado pela mãe. O assunto ganhou repercussão nas redes sociais e ascendeu o debate sobre a qualidade dos serviços no Hospital e Maternidade Oase. A entidade prestou esclarecimentos e emitiu uma Nota Oficial, que segue ao final desta reportagem. A família está abalada com a situação e quer Justiça para que casos semelhantes não se repitam. O Jornal do Médio Vale (JMV) ouviu a família e registra o depoimento da família nas redes sociais.


Laydiane Intima, divulgou na terça-feira 30 de maio, um relato sobre uma situação envolvendo sua irmã Larissa.
Na publicação feita na rede social, Laydiane coloca: “Minha irmã, Larissa é uma das pessoas mais doces e inteligentes que eu conheço, e estava à espera do meu amado sobrinho, Benício, que estava com 35 semanas. Foi uma gestação muito tranquila, levada com todo o cuidado possível, desde a alimentação, exercícios, consultas médicas em dia, ultrassons, todas ocorrendo além do protocolo médico. O Benício crescia forte e saudável e estava previsto para nascer agora em maio. Minha irmã tomava todo o cuidado possível, pois ainda se recuperava de um trauma, onde há dois anos minha sobrinha, Manuela, faleceu alguns dias após o parto, depois de descobrirem uma formação incompleta do esôfago, que a levou para um quadro de infecção generalizada.

Laydiane relatou que no dia 15 de abril, a Larissa acordou e não sentiu o Benício se mexer. Para ter certeza que estava tudo bem, procurou o atendimento emergencial do hospital da cidade, visto que é o hospital referência em maternidade. O médico que prestou atendimento informou que não estava conseguindo ouvir os batimentos cardíacos do bebê, e ao solicitar a ultrassom, o exame não estava disponível. “Mas como um hospital, referência em maternidade, não faz ultrassom no fim de semana??”
No relato divulgado na rede social, Laydiane diz: “que questionado, o médico informou que o equipamento eles possuem, mas que não havia um radiologista ou qualquer outro profissional disponível para tal função (era um sábado) e que embora ele fosse médico, “não saberia interpretar tal exame”, deixando assim, minha irmã em observação. Com a espera, o quadro da Larissa foi se agravando, começando a sentir dores, além de todo o abalo psicológico. Ela ficou por horas!! Nesse primeiro momento, o médico realizou uma tentativa de transferência a um hospital que fica há 30km de distância, na qual obteve uma negativa da médica, que inclusive orientou o profissional que estava atendendo minha irmã a realizar o parto no local, por ser uma emergência. Durante esse período de “observação” ela começou a ter sangramento intenso, e acreditem se quiser, apenas perguntaram se ela queria um banho!”

Segundo o relato feito por Laydiane, “o médico em um dos poucos momentos que conversou com Larissa, informou que ele acreditava ser um descolamento de placenta, inclusive suspeitando do óbito fetal, porém o atendimento emergencial não foi realizado. Em todo esse período de espera, minha irmã ouviu diversas vezes enfermeiras indignadas com o tratamento que ela estava recebendo. Enfermeiras que acreditavam que o médico estava “perdido”, outras que queriam outra opinião médica porém nada foi feito.”
Laydiane na rede social colocou: “Novamente eu pergunto, um hospital referência, não possui pelo menos um obstetra 24h por dia? Onde estavam os funcionários que deveriam estar de sobreaviso em casos emergenciais? Onde estava o responsável pelo ultrassom? O hospital que fica há quase 30km de distância se recusou a receber minha irmã, informando que a transferência não deveria ocorrer, POIS MINHA IRMÃ PODERIA VIR A ÓBITO no caminho! Se há suspeita de descolamento de placenta, se não ouviram os batimentos cardíacos do Benício, por qual motivo o parto de emergência não foi realizado? Por que deixaram minha irmã correr risco de vida?”

A irmã de Larissa, Laydiane escreveu em sua rede social que “após a insistência em transferir Larissa, o hospital Santo Antônio aceitou recebê-la. Ressalto, que a transferência ocorreu mesmo minha irmã estando com sangramento ativo intenso, e mesmo após o médico ter sido orientado a não realizar a transferência devido a gestante correr risco de vida. Ele assumiu o risco. Após um longo período de espera, minha irmã tomou a primeira medicação para cessar a dor, na qual somente foi medicada pois ELA PEDIU, devido a dor estar muito intensa, e só assim conseguir ser transferida, com a estabilidade da dor. Ela chegou no hospital Santo Antônio, hipocorada, confusa, hipotensa, com sangramento excessivo (“lavou a ambulância do SAMU”) e com taquicardia. A equipe médica levou minha irmã diretamente para sala de cirurgia, onde ela foi entubada, para realização do parto, no qual infelizmente Benício já estava em óbito. Além de toda violência sofrida, a equipe médica cogitou retirar o seu útero, devido a complicações no parto. O que só não aconteceu devido ao seu histórico de gestações sem sucesso”.

Na rede social Laydiane disse que a irmã “após isso ela ficou dias na UTI e devido a quantidade de sangue que perdeu, recebeu algumas bolsas de transfusão. Um mês depois, a Larissa encontra-se em casa, em recuperação da cesária, e vivendo sua licença maternidade, e todo o processo de pós parto sem a presença do Benício. Percebam que minha irmã foi vítima de uma série de erros e sofreu todos os tipos de violência que uma mulher jamais deveria sofrer. “Esperamos por justiça”
Esse é o relato na íntegra publicado na rede social por Laydiane Intima, que é irmã de Larissa.

Nossa reportagem conversou com Laydiane, e perguntou quais medidas tinham sido tomadas pela família, foi feita uma denúncia na Secretaria de Saúde do município, foi feito Boletim de Ocorrência e agora a família aguarda a data que Larissa será chamada para dar seu depoimento.
O JMV com exclusividade conseguiu a informação na Polícia Civil de que o inquérito policial foi instaurado e o caso será investigado.

Em contato do JMV com a assessoria de imprensa do Hospital OASE, foi encaminhada a seguinte nota:

Fonte: Jornal do Médio Vale

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