O quê eu ia falar? O quê eu ia fazer? Pra onde eu tô indo mesmo?

Vocês já saíram de casa para almoçar em determinado restaurante e simplesmente passaram por ele sem nem lembrar que estavam com fome? Eu sim! Já esqueceram de levar roupa de ginástica para a aula de pilates para a qual seguem após o trabalho? Eu sim! Colocaram a chave no bolso e passaram meia hora procurando por ela em todos os cômodos da casa? Eu sim!

Pois é, e tudo isso só na última semana. Acredito que muitas pessoas encontram-se em situação parecida: o curioso caso do esquecimento momentâneo, porém constante, causado pela vida corrida e os vários compromissos. Mas devo acrescentar, com propriedade de causa, que isso piora com a gravidez.

Se eu era uma pessoa inteiramente atenta nas atividades cotidianas? Não. Mas a maneira como meu cérebro trabalha agora é completamente diferente. Se não é vital ou um compromisso de trabalho, ele entende como desnecessário. Juro.

No caso do restaurante, lembrei alguns quilômetros depois e fiz o retorno, voltei rindo e com o meu estômago bem feliz porque seria alimentado.

No caso do pilates, fiz aula de calça jeans. Foi um desafio, porém, superado com certo sucesso. Fiquei com dó da professora que teve que avaliar quais exercícios seriam possíveis (desculpa Alessandra).

No caso da chave, rezei pra Santo Antônio (Santo Antônio intercede bem forte junto a Deus pela coisa perdida…) e acho que ele se compadeceu da situação. Me ocorreu de pôr a mão no bolso e, olha só, ela estava lá.

Estou aguardando para ver quais serão as próximas tarefas consideradas desnecessárias pelo meu excelentíssimo cérebro. Os manterei atualizados, claro, se eu lembrar!

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