A polícia conseguiu desvendar uma trama que até parece roteiro de filme. Uma investigação da Polícia Civil descobriu que um empresário que teria sido morto no dia 15 de fevereiro, forjou a própria morte para escapar de pendências trabalhistas com funcionários e golpes aplicados por meio de venda de placas solares.
Como tudo aconteceu
A trama tem início com a localização de um corpo carbonizado no interior de um veículo, no dia 15 de fevereiro, na cidade de São Cristóvão do Sul, em Santa Catarina. Supostamente, seria do suspeito, que teria sido morto por conta das pendências trabalhistas e golpes aplicados, causando prejuízo superior a R$ 330.000,00.
Parte do dedo e dentes jogados na casa da namorada
Durante o andamento das investigações da DIC de Curitibanos, a DH/DIC de Blumenau foi acionada, no dia 20 de fevereiro, para ir até a casa da namorada do homem, no bairro Velha Central, pois, foram jogados no quintal da residência parte de um dedo e dois dentes humanos.
No dia seguinte, a mulher passou a receber ameaças por telefone. Um homem afirmava que o corpo carbonizado no veículo não era do namorado dela. Enviou ainda um vídeo em que um homem aparece sendo espancado e, em seguida, tendo o corpo carbonizado envolto em pneus, alegando que o dedo e os dentes seriam para comprovar a morte. Ele ainda determinava que a mulher ficasse de luto por um tempo.
Polícia descobre a farsa
Após a troca de informações entre as unidades policiais especializadas, a polícia descobriu que o empresário não só estava vivo, mas também que tudo não passou de uma farsa para enganar os funcionários, clientes da empresa e seguradoras, já que o homem havia feito seguros de vida e veicular.
As investigações conseguiram avançar para identificar o segundo suspeito, bem como a identidade da vítima queimada, que seria um morador de rua da região de Curitibanos, cuja identificação está pendente de conclusão de exame de DNA.
Durante as investigações, a namorada do suspeito ainda teve vídeos íntimos divulgados entre familiares e colegas de trabalho, cujo material estava na posse do namorado/suspeito.
Pedido de prisão
Diante de todo material coletado pela Polícia Civil, foram solicitados os mandados. Na sexta-feira, dia 28, policiais civis da Delegacia de Homicídios (DH) do Departamento de Investigações Criminais de Blumenau e da DIC de Curitibanos, deflagraram a Operação Anástase, que culminou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Navegantes e Itajaí.
Em relato informal aos policiais, os suspeitos confessaram a trama criminosa, com a qual acreditavam poder escapar das pendências financeiras.
































