O Porto de Itajaí deu na terça-feira, dia 06, o primeiro passo oficial para a remoção do casco do navio Pallas, afundado há mais de 130 anos na foz do rio Itajaí-Açu. A primeira reunião de alinhamento foi realizada no auditório da Superintendência do Porto e contou com a participação de representantes da PortoNave, Marinha do Brasil, Polícia Federal, sindicatos, Conselho das Entidades, Autoridade Portuária de Santos (APS) e trabalhadores portuários, além do superintendente João Paulo Tavares Bastos.
“Com muita alegria, comunicamos que tivemos a primeira reunião para tratar da retirada do navio soçobrado Pallas, algo que já havíamos anunciado. A remoção trará benefícios para todo o complexo portuário, viabilizando a recepção de navios de até 366 metros”, afirmou Bastos.
De acordo com ele, o Porto de Itajaí está tecnologicamente atrasado. “Navios de 365 metros já navegam pela costa oeste da América do Sul, e precisamos integrar o Porto de Itajaí a essa movimentação”, disse. A Marinha do Brasil, o Ministério da Cultura e o IPHAN devem ser oficiados para seguir com os trâmites do projeto. Antes mesmo da reunião, a Superintendência já havia solicitado à APS o início do processo licitatório para contratar a empresa responsável pelo estudo técnico da operação.
A expectativa é que a retirada do casco — que está próximo ao molhe norte, no lado de Navegantes — permita a entrada de embarcações maiores, mesmo antes da conclusão de outras obras previstas, como o alargamento do canal e a nova bacia de evolução. A medida é considerada essencial para ampliar a competitividade do complexo portuário.
“Essa ação não é importante apenas para Itajaí e região, mas para toda a economia do Brasil. Com mais navios atracando, geramos mais receita, mais competitividade e mais empregos”, concluiu o superintendente.
































