Na noite de domingo, 17 de agosto, a família Lazarin viu diante dos próprios olhos o esforço de 11 anos de trabalho árduo ser consumido pelo fogo. O incêndio, que atingiu temperaturas tão altas a ponto de comprometer o concreto da estrutura, destruiu completamente a Laza Plásticos, empresa localizada na Rua Horst Rauh, no bairro Testo Rega, em Pomerode.
Fundada em 2014, a empresa de beneficiamento de plásticos foi construída com dedicação e muito sacrifício. Agora, restam apenas parte das paredes chamuscadas, a lembrança das máquinas que rodavam até tarde da noite e a dor de um empreendedor que perdeu tudo – mas que não perdeu a esperança.
O momento do incêndio
“Já era tarde da noite, escutamos um barulho, olhamos aqui para trás, o cachorro do meu sogro começou a acoar, mas não vimos nada. (…) Quando eram 20 para as 11 da noite, faltou luz dentro de casa, porque a rede é a mesma do galpão. Aí eu escutei um estralo, olhei para o galpão e estava pegando fogo”, relembra Valmir Lazarin, mais conhecido como Lazarin.

Em desespero, ele só teve tempo de retirar o carro da garagem e ver os vizinhos acionarem os bombeiros. “Eles vieram bem rápido, mas para gente parecia que tudo demorou. Estávamos com muito medo que o fogo atingisse também a nossa casa, que fica muito próxima, e se isso acontece, a casa do meu pai, que fica do lado e é de madeira, também seria atingida. Só pegamos os documentos, saímos da casa e ficamos rezando”, relembra a esposa de Lazarin, Leonida, mais conhecida como Léo.
As chamas destruíram o galpão e três máquinas, além de aproximadamente oito toneladas de materiais de terceiros, gerando um prejuízo estimado entre R$ 800 mil e R$ 900 mil.
Uma vida de dedicação
Morador de Pomerode há 31 anos e com três décadas de experiência no setor de plásticos, Lazarin transformou o sonho em realidade junto com a família. A Laza Plásticos funcionava em dois turnos, das 5h da manhã às 10h da noite, e muitas vezes também aos fins de semana.

Além de Lazarin, trabalhavam no local seu filho Eduardo, a nora Carla e um funcionário. Apenas a esposa, Léo, atua fora, há 30 anos em uma grande empresa têxtil da cidade.
Após a tragédia, o sustento da família está comprometido. “Agora, praticamente só eu estou empregada, o restante da família está desempregada”, relata Léo. “E a gente não tem um centavo”, completa Lazarin, emocionado.
Ele explica que todo o dinheiro foi reinvestido na empresa, com financiamentos de placas solares e outras melhorias. “É triste, muito triste mesmo. Você vê tudo que construiu acabar em nada”, desabafa Léo. “Acabar em três horas”, acrescenta Eduardo, filho do casal.
Pedido de ajuda
Apesar do choque, Lazarin não perdeu a fé. Com a solidariedade de parceiros que já se prontificaram a ajudar na reposição das máquinas, o maior desafio agora é erguer novamente o galpão que abrigava a empresa.

“Nós queremos recomeçar. Se alguém sentir em seu coração e puder ajudar a gente… Nós já temos a mão de obra, mas preciso de material para conseguir erguer o galpão novamente. As máquinas já tenho de parceiros que afirmaram ajudar, mas preciso do local para abrigá-las”, explica.
Emocionado, ele faz um apelo direto: “Eu não tenho o que falar mais, agora está caindo a ficha. Se algum empresário puder me ajudar, estamos de coração aberto para receber essa ajuda”.
Para ampliar as possibilidades de contribuição, a família também criou uma Vakinha online. “Qualquer valor fará muita diferença e vai nos ajudar na compra de materiais para que possamos recomeçar”, reforça Lazarin.
O incêndio
De acordo com o Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode, o incêndio foi registrado pouco antes das 23h de domingo, dia 17, e mobilizou 15 bombeiros, além do apoio de uma equipe de Jaraguá do Sul e de um caminhão-pipa da Prefeitura.

O galpão, de aproximadamente 200 m², foi completamente tomado pelas chamas, enquanto os bombeiros trabalhavam para evitar que o fogo atingisse a residência próxima. Foram utilizados 35 mil litros de água no combate, que durou cerca de três horas.

A perícia foi realizada no dia seguinte, 18 de agosto, e o laudo deve ser divulgado em até 20 dias. Até o momento, as causas do incêndio permanecem desconhecidas.
Como ajudar
A solidariedade pode ser a chave para que a família Lazarin consiga reerguer a Laza Plásticos e retomar o trabalho que sempre sustentou seu lar.
Clique aqui para acessar a Vakinha e contribuir
































