O Hospital e Maternidade Rio do Testo (HMRT), de Pomerode, apresentou na manhã desta terça-feira, dia 09, um Plano Diretor que redesenha o seu futuro para os próximos 5 a 15 anos. O projeto prevê a ampliação da estrutura física, a reorganização dos fluxos de atendimento e a preparação técnica para que a instituição eleve de referência média complexidade para alta complexidade
“Nosso plano antigo já não refletia as necessidades da instituição e da comunidade. Pomerode cresce e precisamos crescer junto, com qualidade, segurança e conforto para pacientes e equipes”, afirma a diretora do HMRT, Daiane Aline Uller.

Como o hospital vai se transformar
O Plano Diretor parte de um diagnóstico objetivo: hoje o HMRT tem cerca de 6 mil m² de área construída, e potencial para chegar a 58 mil m² edificados. Essa expansão será organizada por fases e orientada por normas sanitárias, com entradas separadas para pronto-socorro, pacientes internados e atendimento ambulatorial.
Além disso, cada uma das etapas depende de recursos, uma vez que o hospital é filantrópico e, para concretizar o plano, precisará da força conjunta com representantes políticos.
No desenho apresentado, uma nova torre contará com internação e UTI. O pronto-socorro ganhará base térrea ampliada e acesso de ambulâncias diretamente para a Sala Vermelha, atendendo à exigência da Vigilância Sanitária.
“O plano dá um norte profissional e continua valendo independentemente de quem estiver na gestão. Ele equilibra necessidades imediatas com a visão de longo prazo”, dizem Daiane e o Presidente do Conselho Administrativo do HMRT, Fredolf Raduenz .
O caminho para a alta complexidade
A transição será gradual e amarrada a três pilares: infraestrutura adequada, serviços diagnósticos completos e sustentabilidade financeira. A ampliação do Centro de Imagens terá inclusão de nova sala de ultrassom, densitometria óssea e, sobretudo, tomografia. Com o tomógrafo em operação, o hospital passa de Porte 2 para Porte 3 na classificação estadual, com incremento de repasses—recursos essenciais para manter insumos e manutenções de alto custo.
“Tomografia muda a chave da assistência. Acelera o diagnóstico, evita a ‘ambulância-terapia’ e prepara a base para serviços como hemodinâmica, que dependem de UTI”, explica a diretora.
O Plano também projeta crescimento de leitos: dos 55 atuais para quase 100 no longo prazo.
Cidade que cresce, hospital que acompanha
Com Pomerode projetada para chegar a cerca de 46 mil habitantes até 2035, o HMRT se posiciona para atender não só o município, mas a macrorregião do Vale do Itajaí. “Analisamos o entorno para complementar, não competir. A ideia é oferecer aqui o que o paciente ainda não tem perto de casa”, diz Daiane.
Respeito à história e nova experiência de quem procura o hospital
A fachada histórica será preservada, integrando recepção geral e novos fluxos internos. O Centro Clínico (consultórios) ficará em edificação independente na frente do complexo, liberando áreas internas para administração e apoio assistencial. Haverá heliponto (provisório na frente da sede e, depois, definitivo no topo da torre), estacionamento ampliado e lanchonete fora da zona assistencial, em área arborizada.

“Queremos que o paciente seja acolhido desde a porta, encontre o serviço que precisa sem se perder e, quando necessário, resolva tudo aqui mesmo”, resume a diretora.
O que vem primeiro: ações de curto prazo já em andamento
CME (Central de Materiais e Esterilização) – Projeto 100% pronto e com recurso liberado de R$ 900 mil (com aporte de R$ 250 mil do hospital). O edital de licitação está previsto para setembro e a obra deve iniciar em novembro. A nova CME (de aproximadamente 330 m²) libera áreas no Centro Cirúrgico para apoio (estar médico, área administrativa) e para uma sala destinada ao Centro Obstétrico.
Centro de Imagens – 1ª etapa – Ampliação para trás do bloco atual, com nova USG, densitometria e tomografia. “É nosso primeiro grande passo rumo à alta complexidade”, diz Daiane.
Estacionamento e acessos – Terraplanagem e drenagem em execução; novo acesso para separar fluxo de ambulâncias e público; fechamento da entrada lateral para organizar o perímetro.
Heliponto – Aprovado para instalação provisória ao nível do solo; no projeto definitivo, ficará no topo da torre, com rampa direta até a Sala Vermelha do pronto-socorro.
Administração e áreas de apoio – Reorganização com segundo piso no mesmo local onde estão atualmente, que migrarão para o prédio frontal posteriormente.
“Com o plano na mão, ganhamos credibilidade para buscar emendas e convênios. Cada projeto vem com custos detalhados, prazos e retorno assistencial. É assim que aceleramos”, afirma Fredolf.
Horizonte de 10 a 15 anos, com ajustes pelo caminho
O Plano Diretor é dinâmico: pode ser revisto conforme evoluam as demandas da cidade, diretrizes da Secretaria de Estado e do Ministério da Saúde, e a capacidade de investimento filantrópico e público. “É um marco para os próximos 10 a 15 anos. Um roteiro de crescimento sustentável, que preserva a história do hospital e entrega qualidade, segurança e impacto real na vida da comunidade”, conclui a diretora.
*Matéria atualizada às 15h56min
































