A ponte pênsil que liga a SC-421 à Rua Hermann Koch, em Testo Central, e conecta histórias em um movimentado trecho de Pomerode acaba de ganhar novos contornos de beleza e significado. O que antes passava despercebido no cotidiano de ciclistas, pedestres e trabalhadores da região agora se transforma em um ponto de encontro entre arte, memória e valorização do espaço público. A iniciativa é da Associação Rota do Imigrante, em parceria com voluntários locais, e conta com a assinatura da artista Jerusa Raduenz, que deu cores e vida à estrutura.
Segundo o presidente da Rota do Imigrante, Genemir Raduenz, a ideia nasceu em conversas entre voluntários que já atuavam em melhorias no entorno da ponte. “Queríamos revitalizar o espaço, torná-lo mais acolhedor e bonito para quem passa todos os dias. A ponte estava apagada, sem cor, quase invisível. A arte veio para enaltecê-la e despertar a atenção das pessoas para a importância de cuidar do lugar onde vivem”, explica.
A obra traz o azul como cor predominante, dialogando tanto com a identidade do município quanto com a própria Rota do Imigrante. As flores pintadas por Jerusa trazem um simbolismo universal: beleza, acolhimento e vitalidade. Mais do que uma intervenção estética, o projeto pretende reforçar o vínculo dos moradores com o espaço público. “Convidamos uma artista local justamente para valorizar o que temos perto de nós. A mensagem é simples: o lugar onde você mora pode ser o melhor”, ressalta Genemir.
A revitalização não se limita à pintura. Os voluntários também se mobilizaram para realizar a limpeza do entorno, reforçar a estrutura da tela de proteção e pintura da base e dos pilares de concreto. Todo o trabalho é feito de forma voluntária, e as tintas utilizadas foram doadas pela empresa Kröten Tintas, parceira da iniciativa. Todo esse engajamento mostra que, quando a comunidade se une, os resultados aparecem e todos saem ganhando.

A expectativa é que a pintura esteja concluída até meados de setembro. A Associação Rota do Imigrante deixa no ar a resposta sobre o questionamento de outras ações semelhantes a essa. “Talvez, não podemos revelar ainda”, diz Genemir de forma instigante.
Ele também espera que essa ação possa inspirar iniciativas da mesma natureza.
“Acreditamos que sim, podemos estimular mais parceiros a pensar desta forma e melhorar o lugar onde vivemos. Temos muita história nesta região, intervenções artísticas que talvez contem um pouco dessa história, pode ser um caminho promissor”, analisa.
Mais do que cores em uma ponte, a iniciativa representa um convite para que cada morador se reconheça como zelador do próprio espaço. Em tempos em que tantas cidades enfrentam desafios de conservação e pertencimento, ver uma ponte renascer pelas mãos da comunidade representa um exemplo inspirador de cidadania e cuidado coletivo.
































