O morador de Pomerode, Ronaldo Lindemann, compartilha sua história que transcende diagnósticos e se transforma em símbolo de coragem. Com um sorriso que desafia a dor e uma fé que não se abala, Ronaldo relata sua jornada desde o momento em que descobriu um câncer raro no calcanhar até a amputação de uma parte da perna. Uma trajetória marcada por decisões difíceis, apoio familiar e uma esperança que insiste em florescer.
O impacto do diagnóstico
Foi em maio de 2025 que a vida de Ronaldo virou do avesso. “Eu sentia uma dor forte no calcanhar, achava que era uma infecção simples”, relembra. Mas o que parecia trivial revelou-se devastador: um câncer agressivo, já com metástases no pulmão. A notícia caiu como um raio sobre a família. “Foi um choque. A gente não sabia o que esperar”, conta sua filha Suelen.
Encaminhado ao Hospital Santo Antônio, Ronaldo iniciou uma batalha que exigiria mais do que força física, exigiria muita fé.

Escolhas difíceis, coragem inabalável
Desde o início, Ronaldo tomou uma decisão que poucos teriam coragem de enfrentar: optou pela amputação. “Sabia que era minha melhor chance. Não queria esperar o pior”, afirma. Após sessões de radioterapia e a confirmação de que o câncer não se originava no pé, mas era uma metástase de um câncer no pulmão, ele iniciou um tratamento paliativo com imunoterapia e quimioterapia oral.
Segundo Suelen, graças a um estudo clínico da Clínica de Oncologia Reichow, Ronaldo teve acesso à imunoterapia, um tratamento moderno e caro, que fortalece as células boas do corpo. “Foi um alívio saber que ele teria essa chance.”
A cirurgia e o sonho de caminhar novamente
A amputação foi realizada na primeira semana de setembro e Ronaldo conversou com a equipe do Testo Notícias alguns dias após a alta do Hospital e Maternidade Rio do Testo (HMRT). A ansiedade era grande, mas a esperança maior. “O coto ficou perfeito para a prótese”, comemora a família.
Agora, Ronaldo conta os dias até a recuperação completa e para receber a prótese que lhe permitirá retomar a rotina, caminhar pelas ruas de Pomerode e até voltar a andar de bicicleta. “Quero minha vida de volta”, diz.
Suelen, que está sempre auxiliando os pais, explica que a família planeja uma vaquinha para arrecadar os R$ 20 a 25 mil necessários para a prótese. Um gesto que une amor e necessidade, e que convida a comunidade a fazer parte dessa reconstrução. “Vamos acompanhar a recuperação e, assim que ele puder, queremos adquirir a prótese para que ele possa ter qualidade de vida novamente.”

Uma família que virou alicerce
A rotina da família mudou completamente. Suelen, que gerencia uma facção em casa, adaptou tudo para cuidar do pai. E toda a família também entrou na luta. “Deixamos nossas vidas para cuidar do pai. E não nos arrependemos”, afirma.
O apoio dos hospitais Santo Antônio e HMRT foi essencial. “Fui tratado com dignidade e carinho desde o primeiro dia”, diz Ronaldo.
Uma mensagem que inspira
Para quem enfrenta batalhas semelhantes, Ronaldo deixa um recado que ecoa como um abraço e um exemplo de fé. “Coloque na sua cabeça que a cura está lá. Não veja o câncer como o fim do mundo. A luta continua, e com o apoio da família e uma mentalidade positiva, você pode superar.”
Já para os amigos e familiares que deram suporte e apoio durante todo o processo, a família também deixa um sincero agradecimento. “Não foi só a família que esteve ao nosso lado — muitos amigos se sensibilizaram e nos ajudaram de forma generosa nesse momento tão difícil. Desde palavras de apoio até gestos concretos, como o empréstimo da cadeira de rodas logo após sabermos da amputação. Cada ajuda, cada cuidado, fez toda a diferença. Somos profundamente gratos por essa rede de carinho que se formou ao nosso redor.”
































