Uma paixão que atravessa gerações

Conheça a história de Leandro e Arthur Greuel, pai e filho, unidos pelo amor ao Floresta

Em Pomerode, a paixão pelo futebol não se mede apenas em títulos ou gols marcados. Ela se revela nos pequenos rituais de domingo, nas lembranças de infância e nos sonhos compartilhados entre pais e filhos. É o caso de Leandro Greuel e seu filho Arthur, torcedores fervorosos da Associação Esportiva Floresta, o tradicional “Verdão da Avenida”, fundado em 1949.
Com mais de sete décadas de história, o Floresta é muito mais do que um clube. É símbolo de identidade, encontro e tradição na cidade mais alemã do Brasil. E para Leandro, essa ligação começou incentivada pelo tio Valdir e com um momento inesquecível de uma partida de futebol. “Foi um escanteio, o gol de cabeça e o jogador pulando na grade para comemorar com a torcida. Eu estava atrás do gol e aquilo me marcou profundamente”, relembra.
A partir daquele dia, os domingos passaram a ter outro significado. Acompanhado do tio Valdir, Leandro passou a frequentar os jogos do Floresta e, com o tempo, transformou essa paixão em um elo com o filho. “É uma sensação única. Torcemos, vibramos e sofremos juntos. Isso não tem preço”, diz, emocionado.

Verdão da Avenida: ao lado do pai, Arthur já vive todas as emoções de ser Floresta. Foto: Marta Rocha/Testo Notícias


Emoções que ficam na memória

Entre tantas partidas, uma se destaca: a final de 2016. “Ficamos 13 anos sem comemorar um título. Foi a primeira vez que o Arthur viu e vibrou com uma conquista do Verdão. Inesquecível”, conta Leandro.
Arthur, hoje com idade para sonhar alto, já deu seus primeiros passos com a bola nos pés. “Joguei na escolinha desde o futsal. No meu primeiro treino no campo fiz vários gols. Fico imaginando lances, dribles, passes… Sonho em jogar pelo Floresta um dia”, revela o garoto.
Tradição além do campo

Futebol: pai e filho mantêm viva a tradição pomerodense de torcer pelo time no estádio.
Foto: Arquivo pessoal

Nos dias de jogo, a rotina é sagrada: pastel e suco no intervalo para Arthur, cerveja no copo personalizado e camisa retrô para Leandro. “É nosso programa de pai e filho. E depois do jogo, ele ainda vai pra quadra brincar com outras crianças. Isso fortalece os laços”, diz o pai.
Para Leandro, o Floresta representa muito mais do que futebol. “É um ponto de encontro de amigos e famílias. Um time que carrega a tradição da cidade e une gerações.”
Entre os ídolos que marcaram época, Leandro destaca nomes como Osmair, César Paulista, Tuli e Xitão, com quem chegou a jogar no sub-15. E faz questão de lembrar de Veguinha, seu sogro, que segundo relatos, “jogava muito”.

Memórias: Arthur tem vários registros com a camisa do Floresta antes de jogos importantes em Pomerode. Foto: Arquivo pessoal

Como torcedor fiel do Verdão da Avenida, Leandro ressalta que para o Floresta cada jogo é mais do que uma disputa, é uma celebração da história, da comunidade e dos laços que o futebol constrói. “Por isso convido a todos a apoiarem, torcerem e vibrarem pelo seu time do coração ao lado de quem você ama.”

Proibido reproduzir esse conteúdo sem a devida citação da fonte jornalística.

Receba notícias direto no seu celular, através dos nossos grupos. Escolha a sua opção:

WhatsApp

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui