O Partido Liberal (PL) mostrou que pretende seguir ditando o ritmo da política catarinense. O encerramento do projeto Rota 22, em Blumenau, no dia 07, reuniu mais de 1,5 mil pessoas — entre prefeitos, vereadores, deputados e militantes — em um evento que teve mais clima de convenção partidária do que de simples seminário.
Com o governador Jorginho Mello à frente, o encontro marcou o fim de uma jornada que percorreu o estado em 18 oficinas regionais, mobilizando cerca de 12 mil catarinenses. No discurso, Jorginho manteve o tom de gratidão, mas também de comando: exaltou prefeitos e vereadores como “a alma do PL” e deixou claro que o partido se vê pronto para seguir crescendo — leia-se: mirando 2026.
Ao lado dele, o senador Rogério Marinho, idealizador do Rota 22, reforçou o discurso da militância ativa e do partido “de portas abertas”, numa tentativa de diferenciar o PL de siglas que só se movimentam em ano eleitoral. “Um partido não pode ser um amontoado de papéis em uma gaveta”, disse Marinho, em tom de manifesto político.
A secretária-geral Nara Godoy apresentou números e resultados, falando em “escuta ativa” e “presença plural”, mas o balanço vai além da logística. O Rota 22 se consolidou como instrumento de mobilização e teste de força — tanto para medir a capilaridade do PL quanto para reforçar a liderança de Jorginho dentro do bolsonarismo catarinense.
Com presença de nomes como Jorge Seif, Ricardo Guidi, Zé Trovão, Ana Campagnolo e outros parlamentares da base, o encerramento foi uma vitrine de unidade — e uma mensagem política clara: o PL entra em modo campanha permanente.

