A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na terça-feira (11), a 2ª fase da Operação Estampa Fria, coordenada pela Delegacia de Investigação de Crimes Ambientais e Crimes contra as Relações de Consumo (DCAC/DEIC). A nova etapa resultou na apreensão de mais de 7 mil peças de roupas falsificadas, além de 2 mil etiquetas contrafeitas, totalizando um prejuízo estimado em R$ 330 mil ao crime organizado.
A ofensiva é um desdobramento direto da primeira fase, realizada em 21 de agosto deste ano, quando os investigadores cumpriram oito mandados e apreenderam 250 mil peças falsificadas, avaliadas em R$ 20 milhões, além de 1,5 milhão de etiquetas e maquinário industrial. Na ocasião, foram alvos uma fábrica clandestina, um galpão e residências ligadas aos suspeitos.

Novos endereços identificados
Após semanas de análise de documentos e monitoramento, os agentes localizaram um novo galpão e uma residência ligados às lideranças do grupo, ambos em Brusque, polo têxtil do Vale do Itajaí. Com essas informações, a Justiça autorizou dois novos mandados de busca.
Na residência, a Polícia Civil encontrou aparelhos eletrônicos utilizados na operação do esquema e cerca de 50 peças falsificadas. Já no galpão, foram apreendidos 3.500 itens de vestuário e 2 mil etiquetas, avaliados em R$ 180 mil.
Loja no Centro também é alvo
Além dos mandados, uma loja no Centro de Brusque foi fiscalizada. Lá, os policiais apreenderam aproximadamente 3.800 peças de roupas falsificadas, estimadas em R$ 150 mil.
Entre os materiais, estavam itens que imitavam marcas internacionais como Nike, Adidas, North Face, Lacoste e Tommy Hilfiger, entre outras.
Crimes e continuidade das investigações
Os suspeitos deverão responder por:
- Crimes contra a propriedade imaterial
- Crimes contra as relações de consumo
- Crimes contra a ordem tributária
- Associação criminosa
A Polícia Civil informou que a investigação segue em andamento para mapear toda a cadeia de produção, distribuição e venda dos produtos falsificados, bem como identificar novos integrantes do grupo criminoso.
A operação reforça o combate à pirataria e aos impactos econômicos e sociais gerados pelo mercado de contrafação, que prejudica consumidores, empresas e o setor têxtil catarinense.
