Frederich Hornburg, mais conhecido como Odi, iniciou sua trajetória no Água Verde, de Testo Alto, em 2005. Naquela época, os domingos eram sinônimo de futebol, amizade e tradição. “Era o tempo em que os amigos se reuniam aqui no clube, conversavam sobre o final de semana e acompanhavam as domingueiras pós-jogo. A informação vinha pelo rádio e também pelos torcedores de outros clubes, que traziam notícias dos jogos da cidade”, relembra.
Mesmo vindo de uma família ligada ao rival Caramuru, também de Testo Alto, Odi seguiu o coração. “Eu sou a ovelha negra da família. Meu avô, meu pai, meu primo, todos eram Caramuru. Eu escolhi o Água Verde”, conta com orgulho.

Da arquibancada à diretoria
A relação de Odi com o clube foi crescendo. Em 2009, ele entrou como conselheiro fiscal da diretoria, ao lado do amigo Guiomar Borchardt, então presidente. “Era tudo novo e desafiador. Mas juntos conseguimos fazer a torcida Mancha Verde ser uma das mais bonitas e pioneiras no mundo da internet”, recorda.
Dois anos depois, em 2011, assumiu a presidência do clube, tendo Williamar Gums como vice. Foi um período inesquecível. “O campeonato de 2011 foi marcante. Uma multidão de pessoas, um sonho realizado e o título federado na mão”, emociona-se.
No ano seguinte, em 2012, veio mais uma conquista: o título do Municipal, fechando com chave de ouro seus dois anos de mandato.

Família, amigos e comunidade
Hoje, Odi segue envolvido com o clube, mas de uma forma ainda mais especial: ao lado da família. “Minha esposa faz parte da diretoria atual, meu filho é atleta da escolinha, minha sogra, meu cunhado e vários amigos são sócios e voluntários. O Água Verde não é só futebol, virou uma família”, afirma.
Nos dias de jogos e eventos, o ritual é sempre o mesmo: vestir a camisa verde e apoiar. “É um orgulho dizer que sou torcedor do Água Verde e ver toda a trajetória percorrida. A nova diretoria está dando um show, com eventos maravilhosos, campeonatos e a escolinha, que hoje é um orgulho do clube”.
Conquistas Memoráveis
Odi não esconde que manter um time de bairro ativo é um desafio. “Patrocínio é o mais difícil. Campeonato é caro, jogador bom custa caro. Mas a escolinha ajuda muito, com cerca de 80 a 90 alunos, e mantém a estrutura viva”.

Ele também destaca os títulos que marcaram sua história: “Os três títulos do Federado foram os maiores. Um em cima do Floresta, um em cima do Vitória, de Jaraguá do Sul ,e um em cima do Botafogo. Como presidente, o auge foi em 2011. Como torcedor, guardo 2005 e 2007”.
Rivalidade e identidade
Mesmo com raízes caramuruenses, Odi se consolidou como símbolo do Água Verde. “Nós já pegamos uma final do Municipal contra o Caramuru, perdemos de 1 x 0. Mas no Federado ganhamos várias vezes. A rivalidade é tanta que quando um ganha, tem foguetório. Segunda-feira já não tem mais”, brinca.
O Futebol Como Legado
Hoje, Odi vê no filho e nas escolinhas a esperança de continuidade. “Ele joga bem, mas é mais mentor do que jogador. Ajuda até a escalar o time com os professores”, comenta.
Para ele, o maior legado é o sentimento de pertencimento. “Pra mim, o Água Verde é uma paixão. Gosto quando tem futebol, Veteranos, Federado, e agora com a criançada mais ainda. O sub-8 é a categoria mais apaixonante que tem. Eles não sabem nem jogar bola, mas se divertem. É muito legal.”

De torcedor a presidente campeão, de “ovelha negra” a referência no clube, Frederich Hornburg, o Odi, mostra que o Água Verde é mais que futebol: é amizade, comunidade e família. “Posso dizer que tenho saudades e sinto muito orgulho por ter feito e fazer parte dessa grande trajetória”, resume.
Jogadores que marcaram época
Ao longo dos anos, muitos atletas deixaram sua marca no clube. “São nomes que ficaram, alguns ainda estão. Não tem como não lembrar e se emocionar”, diz Odi.
Odi cita alguns nomes com carinho:
- Érico, o “xerife” em campo
- Éder, a “muralha”
- Marcelinho Bublitz, que começou no aspirante e segue até hoje
- Maikinho, músico e pai, lembrado como “um baita ser humano”
- Jânio, hoje no exterior, brilhando como técnico com crianças
- Ademar Molon, à frente de uma escolinha com o filho
- Thiaguinho, menino que cresceu e brilhou em campo
































