Um sonho e muita disposição para torná-lo realidade. Assim pode ser resumida a trajetória do jovem atleta Lauro Gastão Duarte, de 23 anos. A relação dele com o patins começou cedo: aos cinco anos, quando ganhou seu primeiro par. O irmão mais velho já praticava o esporte e Lauro, inspirado, decidiu tentar. Bastaram algumas voltas para que ele se apaixonasse pela modalidade de oito rodas, que exige técnica, equilíbrio e concentração.
Hoje morador de Pomerode, Lauro integra a elite catarinense do patins, reconhecimento obtido após conquistar o terceiro lugar na categoria acesso do circuito catarinense de Patins Street, que ocorreu em Joinville. Natural de Ananindeua (PA), ele viveu em Santa Isabel do Pará, região próxima a Belém, em busca de mais oportunidades para competir — caminho que o levou ao seu primeiro título, em 2018.
Neste ano, Lauro participou do 4º Campeonato Brasileiro de Patins Street, em Campo Largo, com seletivas para o mundial no Japão. Mesmo sem figurar entre os primeiros colocados, ele avalia a experiência como inesquecível. “Fui aplaudido pelos Tops do esporte. Isso só me motiva a continuar dando o meu melhor e incentiva mais ainda o esporte na região”, afirma, emocionado.

Com poucas chances de evolução no esporte no Pará, a mudança para Santa Catarina tornou-se inevitável. Pomerode foi a escolha natural, já que sua mãe vivia na cidade. “Me apaixonei pela cidade. E aqui estou perto de todos os locais onde acontecem as competições”, conta.
Mesmo sabendo que sua vocação estava no movimento, Lauro chegou a cursar disciplinas de quatro faculdades diferentes do seu verdadeiro sonho. A escolha definitiva, porém, veio do coração: hoje é estudante de Educação Física, estagiário na Academia Elemental, que também o patrocina, e treinador de novos praticantes de patins.
Para ele, o patins de rodas ainda tem um amplo caminho de crescimento no Brasil. Embora popular, a modalidade não integra o programa dos Jogos Olímpicos — algo que, segundo ele, mudaria o cenário. “Quando se tornar olímpico, vai ter muito mais visibilidade”, afirma. Enquanto isso, divide a rotina entre competições e o trabalho na área de educação física. Treina cerca de duas horas por dia, dividindo entre técnica e preparação física por meio da musculação, mas sonha alto: “Gostaria, no futuro, de poder me dedicar somente ao patins.”
































