Santa Catarina enfrenta um aumento expressivo nos casos de doenças diarreicas agudas (DDA) neste verão. Segundo dados do Ministério da Saúde atualizados até 4 de fevereiro, 98% dos municípios catarinenses registraram pelo menos um caso da doença entre 1° de janeiro e 4 de fevereiro. No total, o estado ultrapassou 40 mil notificações, com Itajaí liderando o ranking, com 4.155 casos, seguida por Florianópolis (2.700), Chapecó (2.351), Balneário Camboriú (2.141) e Brusque (1.994).
Segundo a Secretaria Municipal de Itajaí, a alta nos registros está associada a fatores típicos da temporada de verão, como o aumento do fluxo turístico, maior consumo de alimentos fora de casa, temperaturas elevadas, exposição a águas impróprias para banho e maior contato social.
Na região Sul, Santa Catarina concentra o maior número de casos, seguida pelo Paraná (25 mil) e Rio Grande do Sul (17 mil). Entre as cidades litorâneas com alta incidência, estão também Bombinhas (1.723), São José (1.388), Blumenau (1.328), Navegantes (1.215) e Itapema (864). Apenas cinco municípios ainda não registraram casos em 2026: Urubici, São Bernardino, Pedras Grandes, Marema e Bom Jesus.
As DDA podem se manifestar com diarreia, náuseas, vômitos, dor abdominal e febre, e, em casos graves, demandam atenção médica imediata. Os agentes causadores incluem vírus (rotavírus, norovírus, adenovírus), bactérias (Salmonella, Shigella, E. coli enteropatogênica) e parasitas (Giardia, Cryptosporidium e Cyclospora).
A Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC) reforça a importância da prevenção e orienta medidas simples para reduzir o risco de contaminação:
- Consumir água tratada, fervida ou mineral;
- Evitar frutos do mar crus e carnes mal passadas de procedência desconhecida;
- Manter alimentos transportados para a praia refrigerados;
- Higienizar mãos com frequência, especialmente antes de comer ou preparar alimentos;
- Evitar locais impróprios para banho;
- Higienizar frutas e verduras com hipoclorito ou água sanitária diluída.
Além disso, a Vigilância Epidemiológica intensificou ações como envio de materiais educativos para unidades de saúde, monitoramento de surtos, coleta de amostras em municípios litorâneos e fiscalização em estabelecimentos comerciais e ambulantes. Informações sobre prevenção e controle das DDAs também estão sendo divulgadas para a população através das redes oficiais da prefeitura e do Estado.
Embora a maioria dos casos seja leve, há registros de internações, principalmente entre crianças e idosos, grupos mais vulneráveis à desidratação. A SES/SC segue acompanhando de perto a evolução da doença, investigando surtos pontuais e orientando medidas para conter o avanço da DDA no estado.
































