Mulher suspeita de estrangular o marido com fio de cobre e incendiar o corpo vai a júri em SC

Ela enfrenta julgamento por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e porte ilegal de arma de fogo

Um caso de homicídio qualificado que ganhou repercussão na região do Vale do Rio Tijucas será julgado nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, na comarca de São João Batista. A mulher acusada do homicídio do próprio marido será submetida ao Tribunal do Júri juntamente com um corréu, denunciado por participação no crime. Ambos respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A mulher também é acusada de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

A sessão terá início às 9h, na Casa da Cidadania, no município de Nova Trento, já que o fórum não dispõe de salão do júri no local. Ao todo, 10 testemunhas foram arroladas para a sessão plenária: duas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e cinco por cada réu, sendo duas comuns à acusação e à defesa.

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu na madrugada de 11 de setembro de 2024, em uma área de mata às margens da rodovia SC-108, no bairro Krequer, em São João Batista. Segundo o MPSC, os acusados agiram em comunhão de esforços e com intenção de matar, utilizando um fio de cobre para estrangular a vítima, circunstância que provocou insuficiência respiratória por asfixia mecânica, conforme laudo pericial.

Conforme a peça acusatória, após o homicídio, os denunciados incendiaram o corpo com substância inflamável, colchão, tecidos e papel, com o objetivo de dificultar a localização e a identificação da vítima, causando sua parcial carbonização. Antes do transporte do corpo, os réus ainda teriam adulterado a placa de uma caminhonete com o uso de fita isolante para alterar um dos caracteres, a fim de dificultar a identificação do veículo por câmeras de monitoramento. A mulher responde ainda pelo porte ilegal de um revólver calibre .38, municiado, durante fuga para o Paraguai, país vizinho onde ocorreu sua prisão.

A sessão será presidida pelo juízo da 2ª Vara da comarca de São João Batista. O processo tramita sob sigilo.

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