Cortejo de caminhões emociona Pomerode em homenagem a Nei de Oliveira

Amigos, familiares e colegas encontraram uma forma de lembrar Nei, conhecido pela alegria, generosidade e amor pela família

No último sábado o Centro de Pomerode foi cenário de um momento de profunda emoção e homenagem. Em meio ao silêncio respeitoso de quem acompanhava a cena, diversos caminhões seguiram em cortejo pelas ruas da cidade para prestar o último tributo a Josenei de Oliveira, carinhosamente conhecido pelos amigos, colegas e familiares como Nei.

A homenagem aconteceu na tarde do dia 7 de março, um dia após a triste notícia de sua partida. Nei faleceu na sexta-feira, dia 6, após sofrer um acidente de trabalho na cidade de São José. Ele tinha 40 anos e completaria 41 no final deste mês.

O cortejo reuniu amigos, colegas de profissão e pessoas que conviveram com ele ao longo dos anos. O ronco dos motores e a longa fila de caminhões carregavam muito mais do que veículos: levavam consigo respeito, saudade e gratidão por alguém que marcou tantas vidas com sua presença.

Foto: Arquivo pessoal

Conforme descrevem os amigos, Nei era conhecido por algo raro: estava sempre pronto para ajudar. Não esperava ser chamado. Se alguém precisava, ele simplesmente já estava ali. Em obras na casa de amigos, em festas ou em qualquer encontro da turma, era sempre um dos primeiros a estender a mão.

Também ficou lembrado como o assador e cozinheiro oficial de muitas confraternizações. Nos encontros de Stamm e em tantos eventos do Boteco do Danilo, lugar onde construiu grandes amizades, Nei era presença certa, reunindo pessoas e espalhando alegria. Com o mesmo espírito, também fazia parte da Turma da Cachaça, outro grupo de Stamm onde cultivou ainda mais os laços de amizade que tanto valorizava.

Foto: Arquivo pessoal

“Dono de uma energia contagiante, era o mais piadista da roda. Aquele que arrancava gargalhadas sinceras e transformava qualquer momento simples em uma memória boa. Sua presença iluminava o ambiente e fazia todos se sentirem mais leves”, contam.

Mas acima de tudo, Nei era um homem profundamente ligado à família. Amava e honrava suas filhas, sempre presente e dedicado. Tudo o que fazia era pensando em dar uma vida cada vez melhor para as meninas que eram seu maior orgulho: Lara, de 11 anos, e Maitê, de apenas 1 ano e 3 meses.

Foto: Arquivo pessoal

Ao lado dele estava sua companheira de vida, Beatriz Ramos, com quem construiu uma bela história. Os dois estavam noivos e planejavam celebrar o casamento em setembro, um sonho que agora permanece guardado no coração de quem os ama.

Foto: Arquivo pessoal

A família conta ainda que Nei também mantinha um carinho e respeito enorme pelo pai e pelos irmãos, valores que carregava consigo em todas as relações que construía.

A homenagem com caminhões que percorreu o Centro de Pomerode foi mais do que um gesto simbólico. Foi a forma encontrada por amigos, familiares e colegas para dizer: obrigado por todas as lembranças que jamais serão apagadas.

Aos familiares, amigos e colegas, a equipe Testo Notícias expressa os mais sinceros sentimentos.

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