Bilhete em branco dá carro a padre em rifa e caso viraliza em Santa Catarina

Resultado da “Ação Entre Amigos” provoca reações diversas entre fiéis e internautas

No domingo de Páscoa, 5 de abril, o padre Eduardo Senna, da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, em Canasvieiras (Florianópolis), realizou o sorteio de uma rifa beneficente. O prêmio principal era um Fiat Argo 0 km. O que chamou mais atenção dos fiéis e internautas foi o fato de o vencedor ser o próprio padre.

Objetivo da rifa

A rifa, chamada “Ação Entre Amigos”, tinha como objetivo arrecadar fundos para a reforma de cinco comunidades ligadas à igreja: São Pedro, São Brás, Divino Espírito Santo, Sagrada Face e a própria Matriz. Cada bilhete custava R$ 50 e o pagamento era feito via Pix. Além do carro, também foram sorteados outros prêmios, como uma TV de 32 polegadas, uma air fryer, um notebook, uma churrasqueira elétrica, uma bicicleta e um micro-ondas, o que ajudou a atrair ainda mais participantes.

Bilhete em branco gera questionamentos

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que o bilhete sorteado para o prêmio principal estava em branco, sem nome ou qualquer identificação. Mesmo assim, o padre Eduardo declarou que o bilhete era dele.

Antes do sorteio, durante a missa, o pároco já havia comentado que comprou alguns números, mas optou por não preenchê-los. Ao ser anunciado como vencedor, reforçou que o bilhete lhe pertencia, garantindo que não estava mentindo.

Transparência em debate

Segundo uma catequista que ajudou na venda dos bilhetes, a condução do sorteio levantou dúvidas sobre a transparência do processo. Ela criticou a participação do próprio organizador como concorrente, comparando a situação a alguém promover um sorteio e, ao mesmo tempo, disputar o prêmio.

A catequista relatou ainda ter se sentido constrangida diante das pessoas para quem vendeu os bilhetes e afirmou que há insatisfação na comunidade, embora muitos evitem se manifestar publicamente por receio de possíveis consequências.

Reações nas redes sociais

Nas páginas oficiais da paróquia, onde o resultado foi divulgado, as opiniões se dividiram. Alguns fiéis apoiaram o padre, defendendo que ele participou como qualquer outro e tinha direito ao prêmio. Já outros levantaram críticas, questionando a legitimidade do sorteio, principalmente pelo fato de o bilhete não conter identificação. Entre as sugestões, destacou-se a ideia de que rifas desse tipo deveriam seguir modelos oficiais, como os vinculados à Loteria Federal, para garantir maior credibilidade e transparência.

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