Pensando bem…
Essa expressão Plano B não é muito clara na cabeça de multidões que andam por aí, pessoas que inclusive formaram blocos de folia no Carnaval… E depois chegaram, costumam chegar, ao trabalho reclamando de uma hora extra qualquer pedida pela empresa por uma necessidade eventual. Reclamam, os safados.
Sim, e o Plano B? Esse Plano B, que sempre foi algo guardado na manga pelos mais inteligentes, hoje é necessidade premente de todos que estão entrando no mercado de trabalho. E se digo “entrando”, estou falando dos jovens, os mais velhos são casos perdidos, páginas viradas, não se prepararam, perderam tempo. Tinham que ter traçado e dirigido esse Plano B cedo na vida, não o fizeram, paciência.
Mas os jovens precisam saber que o diploma da faculdade, por exemplo, serve apenas para viabilizar dentro da lei o exercício de certas atividades profissionais, não serve para mais nada, nem mais para status serve. Mas quero crer, faço força para isso, que alguém vá atrás de um determinado diploma porque por ele vai realizar um sonho, um projeto de vida… Contudo, dada a instabilidade do mercado, profissionais de carteira assinada, hoje, valem menos que um pedaço de jornal de ontem… Então, é preciso um Plano “pronto” para enfrentar melhor o desemprego, a demissão e a estreiteza cada vez mais aguda do mercado empregador.
O que acontece, todavia, é que as pessoas costumam esperar, apostam para ver, não se preparam, deixam o Plano B para quando a corda lhes apertar no pescoço… Paspalhos. Não os quero chamar de um palavrão, hoje estou educado. Hoje.
Mas que fique claro, o Plano B nunca pode estar divorciado da atividade primeira na vida da pessoa. O Plano B tem que andar no trilho ao lado da atividade matriz, caso contrário de nada vai ajudar na hora da necessidade. A propósito, ontem com alguns amigos, num café do Shopping Beira-Mar, em Florianópolis, um deles, debochado, disse que do modo como vão as coisas não vai tardar nada, nada até que alguém proponha essa história de Plano B para os que se vão casar… Credo. Que pessimismo. Mas pensando bem…
RIDÍCULOS
Todos esses cursos que andam por aí de Neurolinguística, Neuromarketing, Neuroeconomia, Neuroengenharia, Neurobusiness, Neuroarquitetura, enfim, não passam, para mim, de “neuropicaretagens”, tudo forjado para impressionar pessoas “menos informadas”. Acabo de ler a declaração de um professor de Educação Física que fez uma Pós em Neurociência em Educação e saiu dizendo que – “Aprendi que existem diferentes tipos de alunos e formas de assimilar o conhecimento”. Coitado. Olha a que ponto chegam os “neuroprofessores”, o que ensinam aos incautos… Qualquer dia vão anunciar um curso de NeuroPsicologia… Só o que falta.
ELA
Vi passando na rua ontem uma colega, jornalista. Ia com uma calça jeans toda rasgada, desfiada nos joelhos e nas coxas, coitada. Pensei: deve estar ganhando muito pouco para andar assim maltrapilha na rua, coitadinha! Quis parar o carro e oferecer ajuda a ela, mas me pegaram pelo braço e me disseram que não fizesse isso, que a garota está na moda. Na moda? Toda rasgada? Sim, na moda, ela optou por aquela calça! Ah, que interessante! E se ela fosse então bem pobre, pobríssima, usaria aquela calça rasgada sem sentir vergonha? Coitada!
FALTA DIZER
Detesto autoajuda barata, mas aprecio a força pessoal, o ânimo, a fé. Algum problema lhe tirando o sono? Seja ele qual for, conte com você mesmo/a, lute, creia, revire-se para sair da encrenca, da angústia, vai dar certo. Se alguém lhe der força, melhor, mas a melhor força é a sua própria. Desanimar? Nem pensar. Depois me conte.
































