Volta, Amy!
Certas histórias humanas são um chute na canela de muita gente boa, gente “saudável”. Há multidões de gente saudável por aí mas mortas na cabeça, no ânimo, na coragem, na fé. Enquanto outras, mutiladas, constrangem por suas realizações e exuberância de vida.
A senhora Ana Braga levou ao programa dela na Globo uma mulher “divina”, jovem, linda, “saudável”, atriz, modelo, escritora, vencedora existencial, vencedora também em mundiais de snowboard e… bi/amputada, sem as duas pernas. Tem 36 anos, chama-se Amy Purdy. Veio, inclusive, dançar na abertura da Olimpíada do Rio de Janeiro. Dançar. E dançar sobre próteses de fibra de carbono, suas pernas. Um encanto.
Essa mulher, lindíssima, foi vítima aos 19 anos de uma meningite bacteriana, contraída, segundo seu médio, provavelmente, pelo espirro ou tosse de alguém infectado perto de Amy. Quer dizer, a falta de educação de um boçal quase matou a jovenzinha. Boçal, eu disse, como boçal é toda a pessoa que tosse ou espirra sem proteger a boca, sem usar lenço, sem respeitar quem está por perto. Um tipo desses tem que ser “pegado” na hora, seja onde for, “pegado” e… Devidamente justiçado.
Amy Purdy faz de tudo, faz bem, faz exaustivamente e não tem as duas pernas dos joelhos para baixo. Perguntada sobre as próteses que a fazem caminhar, dançar, praticar esportes, isso e mais aquilo, ela… esperou a pessoa terminar a frase e deixou muito enfático: – “Não foram as próteses que me fizeram e fazem caminhar, foi a minha vontade, as próteses apenas ajudam”. Que bela resposta.
De fato, há pessoa que perdem “um dedo” e se aposentam, passam a fazer “comédia política” impedidas que se dão para o trabalho…
O que a jovem americana enfatizou é que não são as nossas dificuldades propriamente ditas que nos empurram para o trabalho, para os estudos, para ser e vencer; o que nos empurra para a frente, o que nos leva ao topo de nosso Everest existencial é a vontade, o ânimo, a fé, a certeza… Seja qual for a adversidade ela é vencível, pode ser deixada para trás, mas… Sem as ardências da vontade no coração, nada feito.
Amy, querida, volta mais vezes ao Brasil, estamos precisando de gente como tu por aqui, gente que não se aposenta ao perder duas pernas, diferente de outras que se aposentam quando perdem “um dedo”. Volta, Amy!
CONVERSA
Conversa mole, mas não para cima de mim, compadres! Num site de jornalismo havia a foto de um rapaz sorridente e esta manchete: – “Primeiros colocados dão dicas de como ir bem nas provas”. Provas de vestibular, concursos, tudo. Não precisamos dessas dicas, qualquer pessoinha sem graça sabe delas: ter vontade, muita vontade, estudar desde sempre, estudar, estudar e estudar. Pronto. Aí está o resumo da ópera do sucesso nas provas. O mais é conversa de vadio. – Ah, é bom dizer isso para as “crianças” – aqui – por perto, em casa, antes de tudo…
BÔNUS
As direções das escolas precisam criar bônus “especiais” às professoras para compensar o salário que recebem e os transtornos por que passam em sala de aula com o demoníaco das “crianças/inocentes” de hoje… Quem sabe o bônus pode ser um vidro de Olina, para curar os estresses do estômago, e uma caixinha de ansiolíticos para aplacar as ansiedades de precisarem diariamente lidar com os “inocentes”…
FALTA DIZER
Pode notar, quem faz bullying em colegas nas escolas são sempre os broncos, vadios de notas baixas, problemas em sala de aula… Nunca são os bons alunos. Então, o melhor modo de vencer o bullying, guria/guri, é esfregar um 10 na cara dos vadios.
































