Coluna do Prates – 13/03

Viver é lutar?       

Um poeta inspirado faz frases para a eternidade, frases que servem como um ansiolítico para vida. É lembrar dessas frases, respirar fundo e partir para a luta. Para a luta renhida, como disse Gonçalves Dias no poema Canção do Tamoio. Se a luta não for pelos cabelos com a vida, vamos perder a batalha. É pegá-la, a vida, pelas crinas e fazê-la girar… De outro modo, abramos espaço para os fortes, como disse Gonçalves Dias, disse mais ou menos assim:

– “A vida é luta renhida, que aos fracos abate e aos fortes exalta”… E o que é ser forte na vida? É entender até onde podemos e quando segurar as rédeas. Até onde podemos ir? Ao ilimitado do que depende de nós. E o que é que depende de nós? Nossa capacidade de estudar com afinco, de não tremer diante das provas, de dispor na memória dos recursos de que vamos – sabidamente – precisar nos testes da vida, que tanto podem ser acadêmicos quanto profissionais. Isso depende de nós.

A “sorte” de um guri/guria no colégio não depende de ninguém mais senão dele ou dela. A professora não tem nada a ver com isso. Quem sabe disso “se garante”, nada terá a temer do futuro. Vale para as qualificações profissionais. Ninguém sabe muito, ninguém. Então, buscar qualificação continuada, a vida toda, deve ser compromisso dos que não querem sofrer surpresas no futuro. Ser pessoa educada, saber da importância dos bons gestos, ações, do respeito devido a todos, especialissimamente no casamento, etc., etc. Nesses casos, teremos pouco a temer do futuro, afinal, estamos fazendo a nossa parte. Claro, e poupando, juntando dinheiro para a velhice. Sem esquecer que a saúde depende 99.99% de nós, mas…

Quanto aos imprevisíveis da vida e ao desconhecimento do amanhã, nada podemos fazer. Todos, a qualquer momento, podem levar o “tombo” fatal na vida, todos, não importam status, dinheiro, nome de família, cargo, poderes, nada. E sobre esse futuro “invisível” e que nos pode bater à porta a qualquer momento, não há outra saída senão dar de ombros, desapegar-se dele e viver o aqui e agora. O mais é irrealismo fantástico.

Quem faz e faz bem tudo o que lhe é devido e esperado, tem menos ansiedades diante do futuro. Quanto ao mais, de nada vão adiantar as histéricas ansiedades. E nesse caso, a vida é justa com todos porque a todos trata por igual. Ponto.

AVISO

Estou avisando, mas há quem faça beicinho e ache que não… As empresas estão cada vez mais “bisbilhotando” os facebooks do pessoal que anda por aí a procura de emprego. Dou-lhes toda razão. Nada hoje é mais revelador de personalidades que as redes sociais, que de sociais mesmo nada têm. Fotos idiotas, frases imbecis e valores pífios entregam o jogo dos candidatos. Na “minha” empresa não é preciso currículo, deixa-me ver-te nas redes sociais. É isso? A porta é ali…

VERDADE

Oscar Wilde, o escritor e pensador irlandês, era um cara sarcástico, ia direto ao ponto. Ele dizia, por exemplo, que – “A essência do romantismo é a incerteza”… Dito de outro modo, e em minha tradução: Só amamos de babar na camisa quando não temos certeza de sermos amados. Quanto temos, a lona do circo vem abaixo… Triste o ser humano, faz um esforço danado para subir o Everest, depois, bufa de cansaço…

FALTA DIZER

Muitos, maioria, vivem reclamando da rotina. Esquecem, os pífios, que rotina é o caminho dos ambiciosos para chegar ao seu pote de ouro. A rotina da seriedade e aplicação no trabalho. O mais é lazer, coisa dos pobres da vida.

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