Coluna do Prates – 15/03

41% é muito

Você, certamente, já me ouviu dizer aqui que quem tem medo se enterra vivo. O medo é indispensável para que continue havendo vida sobre a terra, até os bichos mais ferozes têm medo, mas…

O medo não pode passar da porta da nossa cozinha, isto é, o medo precisa ter limites e controle. Sem esses limites e controle, cairemos na ansiedade sem fim, daí para a depressão suicida é um passo. Mas por que desta conversa toda? Por causa das mulheres.

Dia destes, quando do Dia da Mulher, apareceu uma estatística dizendo que – “41% das mulheres brasileiras têm medo de defender seus direitos por temer o que possa acontecer com elas”. Diga-me se tem cabimento? Por que uma mulher viveria com medo? – Ah, porque o companheiro, marido, amante, namorado, o que seja, é violento, ameaça, bate, tira, enfim, o ar de liberdade da mulher!…

Se as mulheres, amedrontadas ao ponto de não viver, reagirem, e elas podem e devem reagir, tudo mudará na sociedade. Elas têm que se olhar no espelho e ver-se como Mulheres, isto é, como seres que não precisam, nunca precisaram e nunca vão precisar de homem para viver. Essa é uma força das mulheres, mas essa força lhes tem sido tirada pelas educações familiares e pelos constrangimentos machistas da sociedade.

As mulheres dão um dedo da mão direita para ter um menino como primeiro filho, tudo para contentar o macho impotente com quem elas vivem. E não satisfeita ainda dão o nome do marido, amante, o que for, para a pobre criança indefesa… Por que não dão o nome da mãe delas, alterado para a versão masculina? Elas querem porque querem reter o sujeito ao lado delas, seja a mulher que for, tenha dinheiro ou não, tenha diploma ou seja uma analfabeta, elas agem por igual, muito parecido. Se a mulher ousar, mandar o namorado “passear”, ou pastar, no primeiro ronco mais grosso dele ela não vai sofrer mais tarde. Mas elas ficam, mesmo com medo, esperando pelo milagre de ver as transformações que nunca vão ocorrer na personalidade do bandido, e é bandido todo marido ou amante  que faz ameaças e vira machinho quando contrariado. Isso envolve “doutores” de todas as instituições, de todas, ao mais pobretão dos machos impotentes. Enfim, as mulheres podem perfeitamente viver por elas, dos esforços delas, com dignidade e independência, elas não precisam de homem para viver. Mas os machos impotentes precisam sempre da “mamãe” por perto. Mulher não precisa de ninguém, “eles” precisam, afinal, o dodói está doendo…

CRIME

Num passado não remoto, era comum os guris chegarem à escola trazendo uma maçã para a professora. Aquilo era aprendizado de chantagem, hoje propina. A maçã visava a deixar a criança simpática diante da professora; claro, para notas mais altas mais tarde. Hoje o negócio é a propina, oferece-se uma montanha de dinheiro para a campanha de um vagabundo mas… lá adiante tem que vir o troco. Ferro nesses safados, ferro quente. – Ah, mas sem Caixa 2 ou propina ninguém se elege! Na minha delegacia eles se “elegem” fácil… Desonestos!

ÚLTIMO

Manchete: – “Fila de emprego reúne multidão”. Pois é, mas nessa fila o último, o lá de trás, bem que pode ficar com a melhor vaga: se for competente, e competência só depende da pessoa, de ninguém mais. Mas é para poucos, a maioria só quer salário.

FALTA DIZER

Tirar boas notas, primeiro lugar num Vestibular ou parecido, não garante nada no mercado profissional futuro. O que garante é a extrema e diferenciada qualidade em alguma atividade específica. Aí é bilhete premiado.

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