Vida e inquietações
Não sei, não tenho essa estatísticas, nem sei se alguém já a fez… A pergunta é: qual o seu maior problema no cotidiano da vida, o que é que mais o/a preocupa todos os dias? Já disse que não sei da resposta mas a imagino… É dinheiro, a falta dele.
Há quem diga que o dinheiro resolve tudo, compra até mesmo amor verdadeiro. Cretina essa afirmação? Nem um pouco… O dinheiro não é, como muitos pensam, uma chave para todas as portas. Pode facilitar, por exemplo, a compra de remédios, a consulta médica, as internações hospitalares, se for o caso, mas não garante saúde. A velha história, o dinheiro pode comprar os remédios mas não a saúde.
Muitos pensam que com o dinheiro no bolso, pronto, é deitar na rede dos confortos e suspirar o sono dos tranquilos… Não é verdade, esse é um engano que os ricos sabem que é engano… Mas o pior de tudo, o que anda na contramão do bom senso, é gastar sem ter.
A contramão do bom senso é gastar “sem precisar” e gastar o que não se tem no bolso. Acabo de acompanhar uma reportagem na televisão sobre os juros do cheque especial, juros do cartão de crédito no rotativo. Uma loucura que só os loucos cometem e, mais uma vez, a maioria… Qual é essa loucura? Comprar a crédito no cartão, não pagar na hora certa e o devido valor… Os juros explodem, o sujeito abre o bico contra o governo e não aponta o dedo contra si mesmo… Quem faz isso é um estulto do consumo, compra, quase sempre, produtos do desejo e raramente das necessidades. Canso de ver gente comprando iogurtes, bebidas, enlatados, tolices de toda sorte e “pagando” com o cartão no crédito, no crédito… Depois, na hora do ajuste de contas com o banco, ah, estou sem dinheiro, vou rolar a dívida! Dá no que anda por aí, gente desesperada, acabando casamentos, consumindo ansiolíticos, criando casos nos corredores da empresa, dirigindo de modo suicida e minando o corpo físico com doenças psicossomáticas. Merecem. Os vacilões do consumo merecem a sorte que têm.
– Ah, mas tu estás sendo muito grosseiro com os endividados! São endividados de si mesmos, babacões da vida. Sinto muito, mas se todos dissessem isso o mal estaria menos disseminado. Desejo nunca foi necessidade. É leviandade.
ELAS
Manchete: – “Brasil tem menos mulher em ministérios do que a Síria”. A Síria em guerra, semidestruída… Por que tão poucas mulheres na política? Porque não são educadas para “ser e crescer” por suas famílias, as famílias educam as meninas para o casamento. Casaram, pronto, as famílias desovaram uma despesa. Ademais, as mulheres não são muito chegadas a esse poder pífio que aos homens parece o paraíso na terra. Coitados, ingênuos. O poder das mulheres é outro, bem maior e melhor; claro, se a mulher estiver “acordada” para a vida…
VERGONHA
Diz a manchete do editorial de um jornal de São Paulo: – “A lista da vergonha”. Fala da lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, das centenas de nomes envolvidos na corrupção. Um erro na manchete: não há mais vergonha, a vergonha morreu há muito tempo na cara dos vagabundos. Montanhas de dinheiro lá fora acabam com a vergonha para essa gentalha. Luto nacional pela vergonha…
FALTA DIZER
Ensinar os filhos a ter vergonha na cara, a respeitar a lei, à decência, ter bons modos, ser pontuais, gente, enfim… Pronto, aí estará a maior e melhor herança dos pais aos filhos. Mas eu sei, muitos filhos mandarão os pais longe com essa “herança”…
































