Mural da escola
A maioria dos pais… credo! Essa maioria não devia ter procriado. São tipinhos. E dizendo que a maioria é de tipinhos, deixo aberta a porta para as exceções para que todos os pais passem por ela, afinal, duvido que alguém aponte o dedo contra si mesmo… Duvido.
Acabei de ler uma notícia que me deixou furioso, foi num colégio. O ano letivo mal começou, ainda é tempo de corrigir muito dos caminhos errados que já estão sendo percorridos por pais e alunos… Depois, lá adiante, com a corda no pescoço, alunos vão se queixar das professoras e pais vão culpá-las por erros que são deles, pais, e dos filhos desatentos, não os quero agora chamar de vadios.
Tenho um arquivo temático, assuntos de todo tipo, valho-me desse arquivo para o meu trabalho como jornalista e como palestrante. Sobre “educação” tenho inúmeras histórias de arrepiar, ou nem tanto, depende do ponto de vista.
Antes de dizer da notícia que me deixou furioso, devo lembrar que tenho nos meus arquivos a história de um guri que um dia foi mandado para casa depois de chegar à escola com um brinco na orelha, foi em São Paulo. Antes de mais nada, tem cabimento “guri” de brinco? Hummm. O guri foi mandado para casa porque a escola sempre proibiu brincos e os pais assinam um documento no momento da matrícula concordando com as normas da escola. Foi o que aconteceu na… hora da matrícula. Mais tarde, o guri apareceu com brinco, foi mandado para casa e os pais quiseram tocar fogo no colégio e dar voz de prisão aos diretores. “Pais” safados!
E agora em Porto Alegre, no “meu” Colégio Nossa Senhora do Rosário, um caso que acabou na polícia. Início de ano letivo, o colégio tem uniforme, sem uniforme ninguém entra. Pois um bando de sirigaitas costumizou as camisetas, foi com saias de outra cor, curtinhas, um carnaval, um horror. Foram barradas no colégio. Ah, pra quê! Pais furiosos, os mesmos que tinham concordado com os uniformes, foram fazer BO, denunciar o colégio por “impedir que os filhos estudem, isso e mais aquilo. Pode isso? Com estúpidos vale tudo. Eu só gostaria de saber se os filhos em casa estudam com o mesmo furor e se na rua são jovens bem-educados, afinal… Safados. Venha para o “meu” colégio, venham, ordinários!
ORELHA
Já contei aqui que um dia um grupo de gurias, estudantes de jornalismo, me foi entrevistar antes do Jornal do Almoço na RBS-TV de Porto Alegre onde eu comentava esportes… Pergunta vem, pergunta vai, me foi perguntado: – Prates, qual é o teu ponto forte? Respondi sem piscar: as orelhas. As gurias pararam a gravação e disseram que não estavam brincando. Nem eu. E expliquei: estas orelhas “resistiram” a duríssimos puxões dados pelos irmãos maristas. Puxões de ficar roxo… E eu contava em casa? Nem a pau, Juvenal, o pai arrancaria a outra orelha, dando razão aos irmãos. Outros tempos. E bons.
RIGOR
Ah, mas não pode, isso é fora da lei! Crie-se então uma “nova” lei, a lei das escolas. O que quero dizer é que as escolas têm que exigir, eu disse exigir, a caderneta de vacinação de todos os alunos. Sem a caderneta de vacinação em dia, não entra! Será que algum abobado reagiria contra a medida?
FALTA DIZER
E também rigor máximo no controle da vacinação contra o vírus do HPV, que produz câncer de útero e de pênis. Gurias desde os 9 anos e guris desde os 11 na fila para a vacina. Ou voltem para casa. Culpa dos pais.
































