
Que tal uma pressão?
Volta e meia fico um pouco aborrecido, geralmente no período entre um trabalho e outro, e… Vou à minha caixa de sapatos cheia de frases, busco uma inspiração. Costumo pôr a mão “no escuro” e da caixa volto com uma frase entre os dedos. A última que fisguei foi esta: – “Não faça sob pressão o que você não deseja fazer”. Pensei, pensei e acho que só o sexo não devemos fazer sob pressão, os homens mais ainda… No mais, muito do que fazemos durante o dia é sob pressão, a pressão do tempo, a pressão do compromisso com este ou aquele, a pressão social diante de comportamentos esperados mas nem sempre da nossa simpatia, enfim, uma lista diária de pressões. E não vamos longe…
Tenho comigo um estudo feito com trabalhadores de todo o país e a cifra dos que fazem o de que não gostam é escandalosa: 78%. Pode uma coisa dessas?
Se quase 80% dos que trabalham no Brasil não gostam do que fazem, bah, pobres coitados, trabalham só pelo salário. Mas aí é aquela coisa que digo nas minhas palestras empresariais, quem trabalha só pelo salário, ganhe o que ganhar, será sempre mal pago… E não me venha com a história de “que preciso trabalhar, não tenho saída”… Tens sim, tens todas as possibilidades possíveis, e são ilimitadas, de fazeres algo que te dê prazer antes de apenas te pagar um salário mensal… Somos livres para escolher nosso trabalho, para buscar a qualificação necessária, uma busca que nunca deve acabar, e temos também a liberdade de fazermos o nosso salário. O mais é desculpa esfarrapada.
Quanto a só fazer o que não nos causa pressão, ah, por favor, isso é impossível. Os relacionamentos conjugais, por exemplo, são cercados de pressões, as pressões exigidas para o bom convívio, para a harmonia sem a qual a relação vai para o ralo… O nome do jogo da vida é pressão, sem pressão não atravessamos a rua. E, ó, digo mais: quanto mais pressão mais nos descobrimos capazes. As grandes vitórias no futebol, por exemplo, resultam de angustiantes pressões, não raro, o time perde quando é franco favorito, isto é, quando aparentemente não havia pressões. Vale para tudo na vida. Vamos lá? Qual é a minha pressão do momento? Não frustrá-la, ela está me esperando!… Ou você, leitora, faça-o sorrir, posto que estejas com vontade de sair correndo… A pressão exige “teatro” e sapos…
ESTUDAR
Ninguém, jamais, no Brasil deixou de estudar por falta de escolas, de todos os níveis. Os vermelhos que quebraram o Brasil inventaram o Fies, um financiamento estudantil universitário em faculdades privadas para os jovens que não dispõem de recursos. Eles fazem a faculdade, privada, e um ano e meio depois devem – mensalmente – devolver o dinheiro do financiamento ao governo. Legal, bacana, só que não… A maioria dos vagabundos pega o diploma e adeus tia Chica, não paga o financiamento. O governo deve ter machos para decretar uma sentença: não pagou, diploma cassado. Mas quem vai fazer isso? Esses borra-botas que andam por aí?
LAMENTOS
Psicossomática, palavra significativa das estupidezes do ser humano. É bom lembrar que todos os nossos lamentos, queixumes, acabam indo para o corpo, são as somatizações, isto é, palavras/pensamentos/sentimentos que se transformam em doenças físicas. Quem tem boa cabeça “tende” a ter bom corpo. Mas quem tem o hábito dos queixumes não tem cura… Tente.
FALTA DIZER
Coitadinha, toda errada. Ela é adolescente, numa novela, está grávida e quer dar o nome do “namorado” ao bebê que vai nascer. Mais uma que não se respeita…
































