Luiz Carlos Prates – 12/06

Diversões e vida      

Não vou dizer que detesto obviedades, como jornalista e psicólogo preciso muito dos óbvios da vida, tanto para me entender quanto para ajudar pessoas, quando possível, é claro. Porque é aquela história, quando uma pessoa não quer ser ajudada, bah, nem o Divino vai ter sucesso com ela. A pessoa que não quer ser ajudada, a ver a verdade, é pior que burro empacado…

Do que estou falando? Deste texto que recortei de um jornal, interessante, ouça: – “Para você se divertir, não será necessário recorrer a nada muito sofisticado, mas usar o que está disponível e ao seu alcance. Assim, você evitará gastos inúteis e, além disso, fará uso do que estiver à sua espera por aí…”. E aí, que tal?

Baita obviedade, mas uma incontestável verdade para estes dias de crise nacional e de perigos no trabalho. Sim, perigos no trabalho, nem o patrão está seguro, imagine um efêmero mortal de carteira assinada.

Divertir-se, entreter-se num fim de semana, por exemplo, é o mesmo que buscar ser feliz. Nada é preciso para uma pessoa ser feliz, basta-lhe a vontade. Não fosse assim, tenho dito isso à exaustão, teríamos as “aristocracias” da felicidade, os grupos garantidamente felizes e os certamente infelizes, sem chances. Graças a Deus não é assim.

Dia destes, ouvi na televisão que a maior causa de endividamento das pessoas, classe média especialmente, vem dos lazeres, almoços e jantares fora, viagenzinhas fúteis, gastanças irresponsáveis, enfim. Pode isso? Claro que pode, afinal, os de cabeça pequena só se divertem gastando o que não têm, divertindo-se com lazeres infantis. E mais tarde chorando as pitangas no travesseiro, insones…

Para nos divertir não precisamos de nada, senão de vontade. Um livro, uma música, um passeio nas vizinhanças, um bolo na cozinha, um programa de turismo ou ciência na tevê, um filme e, pronto, estamos “viajando”, nos divertindo sem sair de casa e sem gastar um tostão. E essas diversões “baratas” produzem sim grandes alegrias quando a cabeça da pessoa tem as janelas abertas e circula por elas os ventos da vida. Fora disso, outra obviedade: sair, gastar, voltar emburrado ou brigado com ele ou ela e dar-se para os diabos pela perda de tempo, regra geral. Mas vá dizer isso para quem tem a cabeça, ó, deste tamanhinho, como dizia o Professor Raimundo sobre o salário dos professores… Uma obviedade, Raimundinho!

 

ROUBO

E ainda há estúpidos que defendem essa gente, o cara está numa miséria danada e sai sacudindo bandeira e batendo latas contra… contra si mesmo. Um fato. O Estádio Mané Garricha de Brasília tinha sido superfaturado para chegar ao 1 bilhão e 350 milhões, cifra que fora divulgada há muitos meses. Nada. A coisa chegou aos 2 bilhões. E as obras tinham sido orçadas em 700 milhões para a Copa do Mundo de 2014. Quem ficou com esse dinheiro a mais? Esses ladrões vagabundos estão soltos e o povo tosco que sacode bandeiras por eles não tem hospitais, colégios, segurança, nada… Broncos de um lado, ladrões impunes de outro. Viva a Pátria.

 

FUTURO

Garanta o futuro dos seus filhos! – Ah, eu faço isso, Prates, meus filhos estão num bom colégio! Não falo disso, falo em garantir o futuro dos filhos com uma “severíssima” educação Moral e Cívica de hoje para o resto da vida deles, e isso é de responsabilidade intransferível de pai e mãe. Só assim, os filhos escaparão das Lava Jatos da vida…

 

FALTA DIZER

Educação severa, incondicional, valores de ordem moral e rédeas curtíssimas nos filhos. Só assim os pais poderão dormir tranquilos. Sem isso, virá chumbo grosso nos “pobrezinhos”. Argh.

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