Carlos Ingo Rahn guarda boas memórias do pai que faleceu em 2000

Ingo Rahn, teve 11 filhos, oito homens e três meninas. Trabalhou por muito anos na Porcelana Schmidt e era uma pessoa muito conhecida e querida em Pomerode. Faleceu em 2000, após uma grande batalha contra um câncer no pulmão. Foram meses de luta e grandes ensinamentos para quem teve a honra de conviver com ele.
No depoimento do filho Carlos Ingo Rahn, 47 anos, grandes gestos de amor de pai, com simplicidade e ternura, demonstram o exemplo de um verdadeiro pai, em sua essência. “O meu pai era o meu melhor amigo e sempre foi muito presente na minha vida. Ele foi uma grande pessoa e meu exemplo de vida”.
Carlos conta que o pai descobriu o câncer de pulmão aos 63 anos, e ficou internado no Hospital Santa Isabel, em Blumenau. Foram nove meses de tratamento. Durante o dia a mãe e uma das irmãs se revezavam como acompanhantes do pai e à noite era Carlos o responsável pelos cuidados das 19h às 07h.
“E em uma determinada noite eu estava debruçado em cima da mesa do quarto do hospital, cansado, pois eu passaria a noite com ele. Acho que, por volta das 02h, eu ouvi alguém chamar e senti que alguém bateu nas minhas costas e passou a mão na minha cabeça. Então levantei a cabeça e vi que era meu pai dizendo ‘deita na minha cama, pois não aguento mais ver você nesta posição’. Então eu respondi que quem precisava da cama era ele e não eu. E meu pai, em sua extrema bondade de um verdadeiro pai me disse chorando que não queria mais me ver naquela situação”, relembra Carlos emocionado.
Para Carlos aquela noite foi uma das mais marcantes de sua vida porque o fez entender que um pai de verdade daria a própria vida por um filho e muitas vezes os filhos não valorizam os pais. “E esta história foi marcante, porque mesmo no leito de uma cama próximo da morte, ele se preocupou com o filho, deixando de lado as suas dores. Para ele, a dor de ver o filho naquela situação era maior do que a sua própria enfermidade”.
Depois daquela noite Ingo ainda lutou bravamente contra o câncer por mais dois meses aproximadamente até falecer. Aos familiares restou a dor da perda de um homem fantástico e que tinha muito para ensinar. “Eu sinto muitas saudades do meu pai e sempre lembro de tudo o que ele foi com muito carinho e respeito. Mesmo após 17 anos de sua morte, seus ensinamentos e exemplos são lembrados por seus filhos e acho que isso acontecerá para sempre”, conclui.




















