Luiz Carlos Prates – 15/09

O mundo ficou redondo  

Abri o jornal e fui indo, de página em página e marcando o que eu ia ler mais tarde com o vagar do que vale a pena… De repente, uma velha manchete me fustigou as retinas, fiquei buzina da vida, muito irritado. Não gosto de mentiras deslavadas, uma mentirinha passa… Não essa que acabei de ler. Já conto, espere um pouco.

Houve um tempo, os mais vividos sabem disso, que não era fácil viajar ao exterior, era coisa de rico, de gente abonada. E esse pessoal quando voltava, dos Estados Unidos, por exemplo, vinha com óculos “diferentes” sobre a cara… Bah, era um alvoroço, todos queriam olhar bem de perto os óculos, alguns até os pegavam na mão, ô, coisa especial… aqui no Brasil não tem isso… Aquelas coisas todas de um tempo em que poucos viajavam e o que vinha lá de fora era coisa de primeira. Acabou esse tempo. O mundo ficou redondo e não há mais “novidades”, sem falar que “qualquer” um pode viajar e está viajando…

Dito isso, fico muito irritado quando ouço ou leio, como agora, que jovens brasileiros querem muito viajar, fazem de tudo junto à família para viabilizarem viagens de “intercâmbio”, uma frivolidade que inventaram para voar para longe e soltarem as frangas, sei bem…

A manchete que me irritou dizia – “Viagens de estudo crescem na crise”. Ora, na crise o sujeito vai gastar dinheiro lá fora para aprender inglês? Que vá mentir lá atrás do morro o safado que diz isso. Quem quiser aprender inglês aprende “aqui na cidade” e aprende melhor que as filhas do Obama… claro, a pessoa que de fato quiser aprender.

Além disso, alguns mentem dizendo que querem ganhar experiência de trabalho, mas não dizem que vão arrumar camas  em hotéis e banheiros em Estações de ski nas montanhas americanas. E voltam de lá olhando por cima? Olhando a quem? Aos tapados?

Acabou o tempo em que alguém precisava sair do Brasil para aprender alguma coisa ou, menos ainda, comprar algo que por aqui já não existe há tempos e de “muito melhor” qualidade.

Então que os “bebezinhos” da mamãe vão mentir mais adiante, não dentro de casa para pais otários ou que fingem não ver a verdade. E não sei porque me ocorreu terminar dizendo que sexo e drogas lá fora não são diferentes daqui… Credo!..

 

VERDADES

Dia destes comentei aqui uma frase do magnífico Divaldo Pereira Franco, o maior orador espírita do Brasil, frase em que ele dizia que – “É bem melhor ser digno sem religião que ser indigno religioso”. É o que penso desde que nasci… E agora leio frase deixada por Nagib Mahfouz (1911-2006), Prêmio Nobel de Literatura, 1998. Ele dizia que – “É mais importante tratar bem o nosso próximo do que estar sempre a rezar, a jejuar e a tocar com a cabeça num tapete de oração”. Aplausos, Naguib, é isso o que fazem os hipócritas mentirosos. Asco.

 

EXPERIÊNCIA

Experiência minha e deles. Dia destes, fiz palestra nas dependências do SBT/SC em Florianópolis para crianças de uma escola da cidade. O mais velho tinha 11 anos. Que beleza! Ninguém se mexeu. E deixei claro para eles que os verdadeiros “malandros” na vida são os pontuais, os que estudam, os que se ligam na ordem, na disciplina e no saber querer. Saíram me abanando. Ganhei o dia.

 

FALTA DIZER

No Vídeo-Show da Globo, uma dupla: ele e ela. Só que “ele” fala 80% do tempo, a guria o que mais faz é sorrir e completar frases. E depois botam o José Mayer para a rua por machismo. Safados.

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