
É para alegrar e embalar os dias de Osterfest que Egon Viebrantz e seu fiel companheiro, o bandoneon, estão a postos. Aos 73 anos, Egon é o bandoneonista da festa desde 2017, e se diverte enquanto realiza seu ofício.
“É divertido, principalmente quando tem bastante gente. As pessoas ficam sentadas ouvindo e até começam a dançar, sejam crianças ou adultos”, conta ele.
Recentemente, alegra as quintas e sextas-feiras da Osterfest, mas a música faz parte de sua vida há muito mais tempo. “Eu toquei bateria desde os meus 15 anos. Aí, com 50, me interessei e aprendi a tocar bandoneon. Mas a música sempre esteve comigo”, conta o músico.
Durante os dias em que toca na festa, Egon diverte o público das 10h às 12h e das 14h às 18h. por cansativo que possa ser, o bandoneonista afirma que vale a pena.
“É muito bom, e cada pessoa que vem de fora leva um pouco da gente junto”, revela. Às vezes, Egon para de tocar por alguns minutos, para que outras atrações ganhem a atenção que merecem, como é o caso das competições. “Elas ajudam a manter a nossa cultura viva, e é muito bacana assistir ou participar”, diz ele.
Trajado de forma tipicamente alemã, Egon, seu bandoneon e seu chapéu fazem a alegria de inúmeros visitantes. “Essas melodias e até mesmo esse instrumento não fazem parte do nosso dia a dia. E, para mim, ver algo assim é muito bacana”, diz Priscila de Souza, que veio do Rio de Janeiro para prestigiar a festa.
E para Egon, que dá sua contribuição para que a Osterfest seja sempre melhor, a festa é uma das responsáveis por despertar o interesse das pessoas pela cultura germânica. “Esse espaço que a gente tem, pra mostrar nossa cultura, é muito legal. Assim, pessoas que ainda não conhecem, vem e querem conhecer”, finaliza ele.
A história nos acordes
O bandoneon foi inventado na Alemanha pelo músico Carl Friedrich Zimmermann, da cidade de Carlsfeld. Mas foi Heinrich Band (1821-1860) que, além de ser professor de música e negociante de instrumentos musicais, deu origem ao nome do instrumento.
Uma versão da história relata que ele possuía uma empresa chamada Band Union e desta forma, a junção de Band com Union resultou no nome original do instrumento em alemão: bandonion.
O bandoneon foi criado para utilização na música religiosa e na música popular alemã, em contraste à concertina, que era considerada um instrumento folclórico.
































