Apraxia de fala na infância, você conhece?

Pomerode já tem atendimento especializado para a Apraxia de Fala. Conheça um pouco mais sobre ela.

Foto: Divulgação

O Conselho Federal de Fonoaudiologia recomenda o termo Apraxia de Fala na Infância para o distúrbio neurológico motor da fala na infância, resultante de um déficit na consistência e precisão dos movimentos necessários à fala, na ausência de déficits neuromusculares (por exemplo, reflexos anormais, tônus alterado)

Pode ocorrer como resultado de impedimento neurológico de origem conhecida, associada a desordens neurodesenvolvimentais complexas de etiologia conhecida ou não, ou como distúrbio neurogênico idiopático da produção dos sons da fala (sem causa definida). Na Apraxia ocorre um déficit no planejamento e/ou programação dos parâmetros espaço-temporais das sequencias dos movimentos e que resultam em erros na produção da fala e prosódia.

 E para realizar o diagnóstico, o profissional indicado é o Fonoaudiólogo capacitado. Em Pomerode, a Fonoaudióloga, Dra. Sheyla Blosfeld Ferreira, realiza atendimentos neste caso, ela explica a importância de verificar os sintomas desde cedo. “Quanto “mais jovem” a criança e quanto mais cedo iniciar o tratamento fonoauiológico, maiores as possibilidades de recuperação. Por isso, a identificação precoce é muito importante”, relata.

A frequência e necessidade de terapias variam de acordo com cada caso. A terapia é planejada de forma cuidadosamente especial, pois cada criança deve ter seu plano individualizado de tratamento, cada criança tem seu ritmo. Deve ser de forma divertida e agradável. Segundo Sheyla, crianças que recebem tratamento intensivo (duas, três, quatro vezes na semana), terão mais chances de progredir. “No entanto, um alerta: não adianta aumentar a quantidade de sessões, se o planejamento não está adequado”, diz.

A motivação da criança é um aspecto muito importante para o sucesso. “Crianças resistentes terão menos aproveitamento. Os pais também podem ajudar nisso. Incentive, estimule a criança a ir para as terapias, converse com ela, que a Fono irá ajudá-la. Se os pais, não perceberem a importância das terapias, as crianças também não irão perceber. Valorize o fonoaudiólogo”, relata a especialista.

Sheyla também destaca a importância da participação ativa e o apoio dos pais no tratamento. “Quanto mais os pais se envolverem no processo de intervenção, melhores serão os resultados. Mantenha sempre uma relação de parceria com a ‘Fono’, procure sempre se informar sobre o que está sendo trabalhado, porque, e como vocês podem ajudar em casa. Os treinos em casa, são muito importantes”, explica.

A Fonoaudióloga também confirma. “Crianças com Apraxia poderão progredir com o tratamento fonoaudiológico. É importante sempre acreditar no potencial dos filhos. Celebrar cada conquista é um passo importante nessa árdua estrada”.

Conheça algumas das principais características da Apraxia 

? Pobre repertório de vogais, erros com as vogais;

? Pobre repertório de consoantes, incluindo as consideradas mais visíveis como P e M;

? Variabilidade de erros, presença de erros incomuns/idiossincráticos (as vezes, a transcrição da fala é um desafio);

? Os erros e dificuldades aumentam com o aumento da quantidade de sílabas das palavras;

? Dependendo do grau de severidade, a criança pode produzir o som, sílaba ou palavra-alvo em um contexto, mas é incapaz de produzir o mesmo alvo com precisão em um contexto diferente;

? Mais dificuldade nas tarefas que precisam de controle voluntário, em comparação com as realizadas de forma automática;

? Dificuldades para alternar com precisão a repetição das mesmas sequências, como pa/pa/pa ou de sequencias múltiplas, como pa/ta/ka;

? Presença de alterações prosódica, fala acelerada ou monótona, instável, erros de acentuação déficit na duração dos sons e pausas entre as sílabas;

? Em algum momento, podem demonstrar “procura” ou “esforço” para realizar as posições articulatórias;

? Podem também apresentar dificuldades na sequência de movimentos orais voluntários (apraxia oral);

? A criança demonstra que fica “perdida”, não sabe como movimentar a boca. Ela tenta falar mas não consegue;

? Os pais percebem a discrepância entre a compreensão e a produção de fala (por ex. a criança pode compreender bem mas não conseguir produzir a fala).

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