As nuances de Ervin Teichmann

Exposição celebra a obra do escultor que coleciona admiradores em todo o mundo

Foto: Felipe Scoz/Testo Notícias
Foto: Felipe Scoz/Testo Notícias

Obras capazes de despertar os mais profundos sentimentos e prender a atenção do expectador. A preciosidade dos detalhes em madeira, a expressão no rosto de seus personagens, a versatilidade do talentoso artista escancarada em pinturas a óleo, aquarelas e moldes em barro e porcelana. Esta é a herança deixada por Ervin Curt Teichmann.

O talento e a representatividade do artista são tamanhas que a Galeria Municipal de Artes de Pomerode leva seu nome e, desde sexta-feira, dia 20, recebe suas obras. A abertura da exposição em sua homenagem: “A Versatilidade do Artista”, teve a presença de mais de 50 pessoas. Dentre elas os filhos de escultor, Hermann e Arno Teichmann. Além da vice-prefeita, Gladys Sievert e do administrador do Zoológico de Pomerode, Maurício Bruns.

Arno foi o responsável por fornecer as obras para a mostra. Uma das mais interessantes é o projeto original do Relógio de Sol que está na fachada do Colégio Doutor Blumenau. Ainda no fim de semana, pelo menos 40 turistas passaram pelo local para se encantar com o trabalho de Teichmann. A exposição segue até domingo, dia 29. De segunda a sexta-feira a Galeria está aberta entre 13h e 19h. Já aos sábados e domingos o horário para visitação é das 11h às 15h. A entrada é gratuita.

Teichmann 

Natural de Kiel, norte da Alemanha, Teichmann chegou ao Brasil ainda criança. Foi em 1937 que veio a Pomerode para assumir a vaga de professor primário lecionando em português, aulas que até então eram dadas somente em alemão. A carreira como professor da Escola Olavo Bilac durou até 1939, quando um decreto do então presidente Getúlio Vargas exigia que os professores do primário fossem brasileiros natos. Ervin, casado e com os filhos chegando, teve a ideia de transformar um antigo passatempo em fonte de renda: a escultura em madeira.  

A obra completa do artista deve contar com mais de dois mil trabalhos espalhados pelo Brasil e outros países e distribuídos entre acervos particulares, públicos, igrejas e no próprio museu em homenagem ao artista.

O escultor faleceu aos 86 anos, em 1992, deixando a esposa e os quatro filhos. O museu foi aberto na casa construída por Ervin e onde ele morou com a esposa e filhos boa parte de sua vida.

Imagens

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