Vinhos

Vinhos e Aromas!

Um dos grandes atrativos de beber um vinho é que ele é capaz de apresentar uma surpreendente gama de aromas, em particular, se considerarmos que a matéria-prima é uma só. Levar o vinho ao nariz pode ser considerado uma das etapas mais instigantes de uma degustação. Quando falamos da analise olfativa, é necessário utilizar a memória e a imaginação. É ideal fechar os olhos, inspirar o vinho e procurar os aromas que estamos sentindo. Claro que não devemos nos preocupar se não descobrirmos os aromas dos vinhos, pois o tempo e a prática ampliarão nosso banco de dados. 

Outro aspecto impressionante e misterioso dos aromas do vinho é que, graças a ele, podemos obter informações sobre a variedade da uva com que foi feito o vinho, o modo como foi elaborado, sua forma de maturação, entre outros tantos detalhes que podem ser sentidos simplesmente pelo olfato treinado.

Sanidade: se o vinho não cheira a nada desagradável ou estragado. 

Intensidade ou ataque aromático: é a quantidade de aroma, o impacto do líquido em nossas narinas.

Complexidade: a variedade de aromas, ou quantidade de diferentes essências que podem ser reconhecidas.

Reconhecimento: identificar e nomear as fragrâncias que compõe o aroma final.

Qualidade: item subjetivo, ligado ao gosto pessoal do degustador.

Originalidade: considerando alguns odores como banais e outros como raros e intrigantes.

Persistência: quanto tempo a sensação permanece em nosso olfato.

Evolução: aromas evoluem à medida que o vinho é aerado. Com alguns minutos ou até algumas horas na taça, aromas novos podem surgir.

Os aromas do vinho também podem ser agrupados em inúmeros grupos, como por exemplo:  

Florais: acácia, rosa, violeta, flor de laranjeira, tília, narciso, jasmim.

Frutas cítricas: limão, laranja, maçã verde, tangerina, abacaxi.

Frutas vermelhas: amora, cassis, morango, framboesa, groselha, cereja, ameixa.

Frutas amarelas: pêssego, damasco, manga, pêra, melão.

Frutas naturalmente secas: amêndoa, avelã, noz.

Frutas secas, cristalizadas, em calda e geléias: ameixa seca, figo seco, uva passa, geléia de amora.

Especiarias: pimenta do reino, noz moscada, anis, cravo, canela.

Vegetais: feno, musgo, capim, grama cortada, pimentão verde, azeitona, tabaco.

Animais: couro, pelica, urina de gato, âmbar.

Herbáceos: hortelã, sálvia, aneto, orégano, manjericão, alecrim, pinho, manjerona.

Minerais: pedra de isqueiro, petróleo, terra.

Tostados: café, chocolate, caramelo, pão torrado, amêndoa torrada.

Químicos: asfalto, vinagre, gás de cozinha.

Outros: defumado, mel, manteiga, baunilha, cedro, carvalho, cogumelo, mofo, álcool, levedura, leite, tartufo, cascas de pão, enxofre.

Para apreciar da melhor maneira os aromas do vinho, é necessário aspirar o vinho com delicadeza. Aspirar com muita intensidade os aromas na boca da taça só vai trazer para sua narina o cheiro do álcool, pois ele é mais forte e o mais volátil. Uma dica muito importante é apreciar o vinho na temperatura adequada, se o vinho ou espumante for servido muito gelado os aromas ficarão fechados. 

Antes de degustar, leve em consideração alguns detalhes: o local deve estar livre de outros cheiros. Para fumantes, são necessárias algumas horas sem o cigarro para que as narinas voltem a sentir os aromas, e antes da degustação não usar perfume nem creme para as mãos.

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