Erro grosseiro
Acabei de ler uma manchete e fiquei pensando sobre o equívoco grosseiro que ela ensejava. Mas antes da manchete quero fazer uma aposta com você, leitora/or. Você quer ser feliz, aposto. Acertei, é claro. Vivo dizendo nas minhas palestras, aqui, no rádio, na TV, por aí tudo, que é erro grosseiro condicionar a nossa felicidade sobre algo ou alguém. Nunca.
Não há como ser feliz colocando a felicidade no condicional: nele ou nela ou em algo… Faltando-nos a pessoa ou esse algo, pronto, lá se foi a felicidade. Felicidade é bastar-se a pessoa a si mesma. A felicidade não pode estar no condicional e, costumo dizer, graças a Deus um mendigo pode ser plenamente feliz e um rico extremamente infeliz. Graças a Deus.
A manchete de que falei dizia exatamente assim: “Florianópolis é apontada em pesquisa nacional como o segundo melhor município do Brasil para se aproveitar a vida depois dos 60 anos”. O primeiro município é Santos, SP.
Negativo. Nem Florianópolis nem Santos. Sem essa de que há cidades ou lugares onde pessoas acima dos 60 anos têm tudo para aproveitar a vida. Antes de mais nada, se uma pessoa com 60 anos ainda não se achou para saber que a felicidade, o bem-estar, independe do local onde ela se encontre, desculpe-me, essa pessoa é muito “desligada”…
Ademais, um sujeito, ele ou ela, aos 60 anos que nunca se achou na vida não mais vai se achar depois dessa idade. Somos os nossos pensamentos da primeira infância, o que nos jogaram na nossa mente infantil e indefesa, aquilo a que nos acostumamos ao longo do tempo, mudar depois dos 60 anos é impossível. Impossível.
Outra coisa que precisa ficar claro na cabeça das pessoas: a felicidade tem que ser vivida no aqui e agora. E se a pessoa não puder ir morar neste ou naquele lugar? Como fará, será infeliz? Quem não consegue ser feliz onde mora, onde vive, não será feliz em nenhum outro lugar. E não adianta a leitora bater o pezinho e dizer que não é assim. Estou cansado de ouvir gente me dizendo – “Ah, Prates, minha cidade é pequena, tudo é mais difícil”! Quando ouço isso, sem constrangimento, digo à pessoa: Pequena/o és tu, não a cidade!
A velha ilusão de sempre: colocar a felicidade sempre “lá” e “então”, isto é, em outro lugar e em outro momento. Burrice. Ou a felicidade está “aqui” e “agora” ou será infelicidade em qualquer lugar.
RELIGIÃO
Gostei. Prefeito de Belo Horizonte vetou lei que determinava ensino obrigatório de religião nas salas de aula do município. Ótimo. Não há nada a provocar mais desacertos, ódios e frustrações existenciais na vida das pessoas que as religiões. Todas. A exceção da Doutrina Espírita. Aplausos, prefeito. – Ah, e para os que acreditam no “céu”, basta ser bom para nele ter cadeira garantida. Bom, honesto. Nada mais.
CASO
Obrigação dos pais, “obrigação”, ensinar as filhas a diante do primeiro “não” de parte de um homem mandá-lo ao devido lugar: pastar. Acabei de ver na televisão a história de uma mulher, havia feito 8 boletins de ocorrência por agressões do marido, mas continuava com ele… Até ser morta com três tiros. Toda e qualquer relação mulher/homem tem que terminar no primeiro ronco de censura ou proibição de parte dele… Ouviste bem, guria? Ou vais crescer para ser mais uma idiota?
FALTA DIZER
Qual é o “conselho” regional que responde por este estranho curso anunciado em jornais – Neuropsicopedagogia Clínica? Desde quando existe Pedagogia Clínica? E ainda com “neuro” na frente? Quem inventou isso? Curioso o silêncio do tal “conselho…”.
































