Coluna do Prates – 17/04

Amor e dinheiro

Casa-se por dinheiro? Não. Casa-se por amor, mas… pode-se fazer um certo “teatro” na relação e alguns vão pensar que é amor, não é, é dinheiro…

Vou frustrar a leitora que está pensando que vou falar sobre casamentos convencionais, amor ou outros interesses, sinto muito, vou falar de trabalho. Vou falar que o amor pela camisa da empresa, que já há bom tempo está em extinção, agora vai mesmo acabar, definitivamente. Vem aí a terceirização, isto é, você será contratado de uma empresa e vai trabalhar em outra. Essa outra, no passado, tinha seus próprios funcionários, dessa relação, não raro, surgiam fortíssimos vínculos de “amor”.

Era comum alguém entrar jovem numa empresa e dela sair aposentado, jubilado, a empresa passara a fazer parte da vida das pessoas, da vida de famílias… Acabou. Acabou, playboy!

A terceirização vai conjugar duas verdades. A primeira é que os jovens de agora não têm mais paciência, burros que são, por maioria, querem promoções rápidas e bons salários, assim, num vapt-vupt… Que vão se enxergar, “vazios”.

E com essa história da terceirização, sou contratado por uma empresa para trabalhar em outra, não me vou mais envolver com amor pela camisa da empresa, suar por ela, confundi-la com a minha vida como era de costume no mundo do trabalho de até há pouco. Quem perde? Todos, mas as empresas vão perder mais. Aquele suorzinho que muitos davam de graça a suas empregadoras não mais vão dar, claro que não, era só o que faltava… E sem o suor abençoado na camisa da empresa é jogar o funcionário o jogo do salário, só jogarei pelo que ganho, será o mantra. E aí, entra aquilo que vivo dizendo nas minhas palestras corporativas, quem trabalha só pelo salário, ganhe o que ganhar, será sempre mal pago. Todos vão perder, mas as empresas perderão mais. Aliás, não é outra a razão pela qual o futebol do Brasil é tão ruim hoje em dia. Os jogadores estão jogando só pelo cumprimento do contrato, isto é, por seus ganhos. E esse tipo de comportamento produz um 7×1 numa Copa do Mundo dentro de casa… Faltou jogo? Não, faltou vontade, vergonha na cara, suor na camisa. As empresas vão se dar para os diabos e a cada dia mais com essa “não estamos nem aí” para amor à camisa. Ah, é? Então se preparem… se preparem para as caixas vazias.

MALDADE

Não, não é maldade, é realidade. Dia destes, idiotas andaram esbaforindo críticas mal-educadas contra o pessoal do Sistema Penitenciário do Estado que estava a exigir revista íntima aos que vão visitar seus parentes, pais e mães presidiários. As crianças deviam também passar pela revista, ah, pra quê! “Tirem a mão de nossas crianças”, gritavam os histéricos. Ok, mas não coloquem mais celulares e armas ao meio das fraldas de crianças, como muitos e muitas já fizeram. Só isso. Respeitem as crianças, “papais” e “mamães”, não sejam bandidos que as crianças vão ficar bem. Ok? Hipócritas.

VERDADE

Dia destes, um conhecido ator de novelas disse que – “Não é saudável para uma criança crescer entre pais separados”. Ô, foi um bafafá, a turma dos separados, maioria absoluta, mandou o cara para o inferno. Estúpidos. É claro que a separação dos pais é uma danação para toda a vida da criança. Vão ficar sequelas emocionais inextirpáveis, que vão, vão. Só os levianos não querem admitir isso.

FALTA DIZER

Mas que fique claro, fora a questão a envolver os filhos, sou absolutamente favorável ao divórcio, quando necessário. É um crime duas pessoas sem amor continuar vivendo debaixo do mesmo teto, horror mesmo.

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