Coluna do Prates – 1º/05

Competente? Caia fora!    

Não estamos longe do dia em que os pais vão dizer à filha: – “Filha, não casa com o fulano, ele é um sujeito muito bom, educado, honesto, competente no trabalho, pessoa séria mesmo, é muito arriscado…”.

Só o que falta. Pelo que se vê pelas esquinas, o que mais existe hoje é gente sem alma nem caráter, gentinha, não raro, bem-vestida, carrões, bons saldos bancários, essas coisas todas da sociedade doente e condenada. Condenada, sim. Não vejo como voltar a um tempo razoavelmente mais decente, onde homens se matavam ao serem descobertos safados, desonestos, como esses canalhas “todos” da Lava Jato.

Acabo de ler uma manchete, atualíssima, que ecoa direto com o que digo há muito tempo nas minhas palestras… Manchete do site UOL, pesquisa nacional: – “Eles são bons demais para a vaga”. Trata de candidatos muito competentes, pessoas que valem a pena e que por isso têm dificuldades de encontrar vaga nas empresas. É o fim dos tempos…

A reportagem aconselha, aos que nessa situação de alta competência se encontram, que – “Você deve esconder do currículo certas qualificações, é tática para ter mais oportunidades de emprego”. Pode isso? Hoje pode.

E por que esconder certas qualificações pessoais na hora da entrevista para emprego? Porque os altamente qualificados assustam as empresas, se contratadas, essas pessoas podem perder o entusiasmo em pouco tempo, afinal, ganham menos do que merecem e se desmobilizam. São “perigosas”. O melhor, pelo que se vê, é ser pouco qualificado, contentar-se com salariozinho, fingir lealdade à empresa, fingir ser ético, isso mais que tudo, e ser, enfim, um indolente a viver olhando o calendário a procura do próximo feriadão…

Devia valer para os casamentos. Mulheres e homens de qualidade só se poderiam casar com outras pessoas de igual parceria nas virtudes. Sim, mas onde vão ser encontradas essas pessoas? Ou por que você acha que os casamentos estão durando tão pouco? Ora bolas, porque eles e elas são parecidíssimos… Nem me pergunte no quê, leitora, não me constranja a dizer deselegâncias…

Então fica assim: se você for altamente qualificado, bah, vai ter mais dificuldades para se reempregar… E se for mulher, bonita, educada e competente não conseguirá o emprego nem com a ajuda da Santa Edwiges, não se quem fizer a seleção for outra mulher. Sinto muito. A verdade dói, mas é remédio curativo…

SEXO

Ninguém deixa de apreciar e de ser feliz com o que lhe faz bem… Ouça esta frase de uma mulher num jornal de São Paulo: – “Para muitas mulheres, sexo virou só uma ação que rouba minutos de sono”. E por que será? A resposta não está nelas, está neles, que, mais das vezes, jogam o jogo sem emoções nem envolvimento. E mulher só gosta de jogar esse jogo se for “para valer”, com fundas emoções. Os “bermudas” não sabem disso? Não lhes interessa, é isso.

FIM

Quando o “lubrificação” das relações conjugais se alicerça sobre a amizade, a conversa diária dos pares, o encanto dessa conversa, tudo flui mais fácil, o sexo, antes de tudo. Mas sem essa “lubrificação” do dia a dia, nada feito; não de parte das mulheres, mais que tudo. O homem deita e pronto, está pronto para o sexo, a mulher costuma precisar de como foi a qualidade do dia antes do “jogo”… E eles não sabem disso? Saber para quê?

FALTA DIZER

Adolescentes disputando jogos eletrônicos em que os pontos são conquistados por mutilações no próprio corpo e onde os “vencedores” são os que se suicidam? Falta de pai e mãe e de educação “severíssima” na infância. Cinta ou chinelo…

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