Da boca para fora
Da boca para fora tudo é fácil, facílimo. Nossas “realizações” da boca para fora nos conduzem ao estrelado, ao sucesso, ao alívio de todas as dores… Só da boca para fora. A questão é agir, fazer, arregaçar as mangas, crer. É para poucos. Da boca para “dentro” a conversa é outra. Surgem as desculpas, os impedimentos, as impossibilidades, tudo criado pelos medos. Pronto, cheguei ao ponto: nossos medos.
Nós vamos na vida até onde nossos medos permitem. Estava lendo há pouco sobre a Mary Kay Ash… E dizendo o nome dela não vai faltar quem coce o queixou ou passe a mão no cabelo – Esse nome, esse nome já ouvi em algum lugar!…
As mulheres, com certeza, já ouviram em algum lugar, sim. Ou quem sabe sejam até mesmo clientes da Mary. Essa Mary era uma mulher pobre, pegou a primeira possibilidade que teve para trabalhar e saiu pela vida vendendo cosméticos. Cresceu, tornou-se uma grande vendedora, virou coordenadora de vendas mas, numa prova interna na empresa, foi preterida para ser gerente. Um sujeito a quem ela havia treinado foi o escolhido. Largou a empresa e foi pensar a vida e escrever um livro. O livro a inspirou a criar a sua própria empresa, criou a Mary Kay Cosmetics, sucesso mundial. Resumo da história.
E uma frase da Mary me instiga, frase típica dos vencedores na vida, porque uma coisa é dizer, outra coisa é dizer depois de ter feito, depois de ter criado algo incontestável, que foi o caso dela.
Mary num dos seus livros disse que – “Não crie limites para si mesma. Você deve ir tão longe quanto sua mente permitir. O que você mais quer pode ser conquistado”. Vou meter minha colher de pau nessa frase dela. É preciso para que façamos alguma coisa termos uma fúria interior, um fogo ardente por um desejo, e medos limitados. A grande questão que nos impede de agir mais e melhor é o medo. Medo de todo tipo, medo, antes de tudo, do fracasso e medo de nossas inseguranças. Todos sabemos ou intuímos essa verdade, mas…
O medo só pode ser posto a correr quando estamos com alguma corda no pescoço e precisamos salvar a pele. Fora disso, o medo nos enterra vivos. Mary só começou a crescer quando foi “preterida” por alguém na empresa onde trabalhava, se não tivesse sido talvez tivesse morrido como uma boa gerente, não mais. Morreu rica, famosa e realizada. Ela pôs o medo a correr.
FOTO
Acabei de ver a foto. Um policial mandando homens fazer flexões por terem sido flagrados bêbados e sem camisa… Nas Filipinas. Tomem! Se dependesse de mim, seria a mesma coisa por aqui com os vagabundos que entram em supermercados sem camisa. Regra de Florianópolis. E não há um macho nesses supermercados que os impeçam de entrar e circular entre as pessoas limpas e adequadas. Pelo lucro vale tudo.
PRECONCEITO
E tem outra. Aqui entre nós, neste Brasil sujo, moralmente imundo, não faltaria quem erguesse a voz chamando de preconceituosos os que barrassem nos supermercados os vagabundos sem camisa ou de sunga. Não faltaria. Eu os queria erguendo a voz no “meu” supermercado. Lá na “salinha” dos fundos… Até “suco” iam ganhar…
FALTA DIZER
“Educadores” aqui entre nós querem liberar geral os celulares em sala de aula sob o argumento de que são imprescindíveis para as pesquisas escolares… E vão “pesquisar” durante o turno todo? Covardes da disciplina. Celular só no meio da rua ou em casa, jamais em sala de aula. Os “educadores” não se querem incomodar com a disciplina. Bananas!
































