Coluna do Prates – 23/03

Muito e pouco

Diz o ditado que “antes pouco do que nada”. Será que alguém contesta? Muitos. Já ouvi ao longo da vida inúmeras pessoas dizendo que não vale a pena fazer sacrifícios hoje visando a um discutível e incerto amanhã, dizem que o importante é ser feliz hoje… E quando não dizem isso demonstram pelo comportamento que são pessoas desatentas à vida, a si mesmas… E são as que mais tarde mais se vão queixar, sempre, é claro, procurando por culpados por suas vidas secas e sem graça.

Digo isso, leitora/or, lembrando de uma cena que vi dia destes na televisão. Era um homem pobre, molambento nas vestes, mas visivelmente honesto… Aliás, só os honestos ficam felizes com pouco, com pouco dinheiro, bem entendido. Ninguém, por exemplo, pode ficar feliz por não estudar, não ler, não ter, enfim, conhecimentos acumulados na memória, na cabeça… Fora disso, os honestos, os ricos por dentro, ficam felizes com muito pouco.

Esse senhor, entrevistado pela televisão ao sair de uma agência da Caixa Econômica, estava feliz como um pinto no lixo, como diz a gurizada. Razão da felicidade? Simples. Ele pegara o dinheiro do Fundo de Garantia. Sabes quanto? Quinhentos reais. Isso mesmo, quinhentos reais.

Sou capaz de apostar que você talvez nem fosse à Caixa sabendo que o seu Fundo de Garantia fosse apenas 500 reais. Irias? Duvido. Mas aquele senhor “amarfanhado” pela vida foi. Foi, viu e venceu. Saiu sorrindo sem dentes, saiu numa felicidade de criança que acaba de ganhar um pirulito. E por tão pouco.

Mas aí é que está. Vivo dizendo isso aos meus públicos por onde passo, são os pobres que devem fazer poupança, guardar, investir, não os ricos. Os ricos têm para dar e rasgar. Já os pobres têm obrigação de poupar. Mas essa verdade não é ensinada pelos pais aos filhos, na classe média, especialmente. A pior de todas as classes, a que luta para não cair na miséria e sonha em chegar à riqueza. Todavia, você vai ver e nada fazem de especial para chegar a essa riqueza. E o primeiro passo para chegar à fartura é guardar, poupar, investir. Mas não. A classe mediazinha o que mais faz é sair para ser feliz, jantar, almoçar fora, tirar férias nos Estados Unidos para comprar bolsas e firulas falsificadas, endividar-se, enfim…

De fato, aquele senhorzinho me fez pensar mais uma vez: a felicidade não está nas “montanhas” do ter, mas nos montículos de festejar o muito pouco. Um tapa na cara dos depressivos financeiros.

HORÓSCOPO

Meu Aquário dizia que “Os relacionamentos não se sustentam nem se desintegram por uma só razão (…) não busque respostas simples para os relacionamentos”. Em resumo. O diacho é que poucos sabem que ao nos interessarmos por alguém começamos pelo “físico” mas esse físico, essa atração, tem razões subconscientes e muito antigas. Na verdade, começamos a namorar, a amar alguém por matrizes de memória que de há muito estão conosco, a pessoa que nos surge na vida já estava “desenhada” dentro de nós há muito tempo. Não há amor à primeira vista. Siga…

MOTIVOS

Começamos a amar alguém pelo físico, depois vamos descendo para a personalidade e o caráter, e dependendo dessa personalidade, que também nos será comparada a algum modelo de nosso passado subconsciente, o amor crescerá ou começarão as nossas resistências interiores. E serão essas resistências, desencontros, que nos vão separar. Somos casos clínicos.

FALTA DIZER

O melhor casamento é com quem nos completa, nunca com quem é “igual” a nós. Com alguém “igual” a nós nos seria insuportável o convívio. Você sabe disso, não é leitora?

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