Coluna do Prates – por Luiz Carlos Prates

Carnaval da libertação

Há quem discorde mas aí a pessoa se torna suspeita. Não tenho dúvidas de que o Carnaval é um escoadouro de nossas neuroses e “segredos” mais íntimos. E o pior: neuroses e segredos que nós mesmos, não raro, desconhecemos… De qualquer modo, o Carnaval é um momento em que podemos jogar para fora de nós, consciente ou inconscientemente, nossas fantasias, melhor dizer, desejos.

Vou explicar. As escolas de samba não entram nessa de libertação das pessoas e suas fantasias, as escolas apenas liberam os chamados socialites para os desfiles “oficiais” de passarela, as fantasias vestidas por esses foliões nada têm de “fantasias”, são como que “uniformes”, diferentes dos chamados blocos de rua, e é nesses que o que bicho pega.

O bicho das “fantasias” de cada folião. O sujeito vai se fantasiar do que ele gostaria de ser e não é, há um sufoco desses desejos, afinal, eles – uma vez revelados no cotidiano – poderiam complicar a vida dos cidadãos. Deles, não delas. As mulheres não se fantasiam do que gostariam de ser na vida real, elas apenas se fantasiam, já os homens, ah, os homens. Esses soltam suas frangas no Carnaval, soltam brincando, rindo, fingindo apenas brincar no Carnaval. Vem daí a importância psicoterápica do Carnaval para as pessoas que dele participam. Um sujeito fantasiado de mulher… bom, vamos deixar assim… É um folião brincando, pronto…

Imagine alguém saindo num dia de semana fantasiado de igual modo a um dia de folia de rua, de pleno Carnaval, o que seria dessa pessoa? Todavia, no Carnaval o sujeito tem passe livre, ele pode ser quem bem entender ou sonhar. E alguém me vai dizer que isso não é psicoterápico? Claro que é.

No Carnaval o sujeito pode beber, cantar, usar por cima do corpo o que bem entender, tudo no meio da rua e ninguém vai chamar a polícia ou o psicólogo… É até provável que o próprio psicólogo pareça vestido de bruxa… Nada como o Carnaval para libertar as fantasias das pessoas, o reio Momo é mesmo o cara, um libertador de emoções e fantasias reprimidas. A la-la-ô!

AVISO

Vai cair feio do cavalo o idiota que num cargo público inventar de perseguir defensores de animais ou mesmo complicar a vida de animaizinhos indefesos. O bronco (em SC) que se cuide, ele não irá longe, ah, não irá. Quem avisa amigo não é. Neste caso, amigo não é. Será que estou sendo claro? Que um tal tipo de idiota não ouse, não se atreva. Se quiser manter a cidade limpa, fique em casa, a sujeira maior é um tal tipo de imbecil.

EDUCAÇÃO

Foi em Porto Alegre, num café de assoalho de madeira. De repente, todos se viram, entra um baita de um sujeito com o filho pequeno pela mão. O cara vestia bermuda, camiseta de molambo e barba de guerrilheiro religioso, essa que agora os… adotaram como moda. Todos pararam porque o guri entrou batendo com os pés no assoalho de madeira de tal modo que deve ter acordado o sacristão lá no seminário… E o ordinário do pai nem aí para dar uns petelecos no aprendiz de pivete. Queria os dois na minha delegacia… Agora é assim, pais (falsamente) bonzinhos, amorosos…  Omissos, na verdade. Vão dar trabalho aos delegados. Com certeza.

FALTA DIZER

A “piada” estava num jornal gaúcho. Um sujeito tomava chimarrão e dizia a outro: – “Esses dias, minha sogra passou mal, e tivemos que levar a véia às pressas pro hospital… Se fosse por mim, levava bem devagarzinho”. Homenzinhos fazem piadas das sogras… 

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