Nossos motivos
Diga aí uma revista feminina! Leio-a regularmente. Sim, essa revista que você citou eu costumo ler, leio todas as revistas femininas que andam por aí. Por quê? Para saber o que elas pensam, querem, não querem, gostam, não gostam, enfim, saber das mulheres é saber da vida…
Pois numa dessas revistas, a Glamour, li uma frase interessante de uma articulista, frase bem ao gosto de um psicólogo… A frase era esta: – “Eu nunca estou chateado pelo motivo que eu penso”. É isso mesmo. E aí já entra o psicólogo para lembrar de um processo inconsciente da mente que se me afigura magnífico para as nossas defesas diante do sofrimento, o processo se chama “Mecanismo Encobridor”, Freud sabia muito dele na Psicanálise.
O mecanismo encobridor me faz achar um motivo que não corresponde ao verdadeiro motivo que me faz sofrer, e, aí, sofro menos. O que a raposa fez diante das uvas “verdes” é mais ou menos isso, um mecanismo encobridor. A raposa, depois de pular, pular e pular não alcançou as uvas. Ela era baixinha, no caso, incompetente para alcançar as uvas lá em cima… Depois de muita pular, a raposa parou e concluiu: – Ah, estou perdendo meu tempo, as uvas estão verdes!…
Claro que as uvas não estavam verdes, mas admitir ser incompetente para alcançá-las faria a raposa perder o sono à noite. Ela não perdeu, deitou e dormiu, afinal, as uvas estavam verdes…
Nós fazemos muito disso, todos os dias, a toda hora. O verdadeiro motivo de nossas dores, sofrimentos e frustrações costuma ser bem outro do que pensamos, mas… Faz bem à nossa saúde psicofísica não ver certas verdades. Todavia, se de um lado folgamos fazendo uso inconsciente do “mecanismo encobridor” por outro vamos acabar repetindo o erro ou culpando pessoas inocentes. Ser demitido por questões de comportamento, por exemplo, costuma ser de nossa culpa, mas, você sabe, é bem mais conveniente dizer que alguém nos puxou o tapete. Vale para tudo, especialmente para os divórcios: foi ela a culpada; não, o culpado foi ele, a mãe dele, a sogra… Só que… havendo amor, sensibilidade, tolerância, compreensão nunca haverá divórcio, quando há, algo faltou e aí é bem melhor que a razão não seja nossa… É momento adequado para o uso inconsciente ou nem tanto de um bom “mecanismo encobridor”. É triste, mas passamos o tempo todo, sim, achando razões alheias para as nossas burrices.
SAFADOS
Aconteceu em São Paulo e repercutiu na Internet o que já testemunhei em Florianópolis: vagabundos de Petshops dando voltas para não receber cachorros sem pedigree, vira-latas. Uma mulher ligou para uma Pet-shop em São Paulo, desejava alguns trabalhos no cãozinho dela, mas… Não aceitaram “embelezar” um vira-lata, uma discriminação odiosa diante dos bichos. Já vivi essa experiência numa “clínica” em Florianópolis porque o meu cachorro era vira-lata. Pegar esses canalhas e fazê-los rodar na pua… Tentem outra vez, tentem… Vagabundos.
ELAS
A corda está cada vez mais apertada. Muitíssimas empresas dão voltas para não contratar mulheres com filhos pequenos, elas costumam faltar muito ao trabalho. Uma dessas está abrindo um berreiro na Internet, mas não adianta, filha, é assim mesmo… Outra, “famosa” da TV, exagerou na licença-maternidade, a empresa esperou alguns meses e a mandou passear. São ônus da mulher casada e mãe de filhos pequenos. Sem falar nas que tiram licença-médica por transtornos mentais…
FALTA DIZER
Ano vem, ano vai e escolas públicas são depredadas à noite, tudo quebrado, roubado, pichado, destruição. Quem faz isso? Alunos e ex-alunos, tudo por ódio à disciplina e à vida correta que a escola simboliza. Sova de pau!
































