Luiz Carlos Prates – 04/07

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Cabeças nas trevas

Vou discutir um fato, fato recente e outros nem tanto. Primeiro, preciso dar umas voltas, aquelas voltas de sempre…

É triste falar, escrever ou lidar com pessoas de mentes apoucadas, não as quero chamar de palavrão… Não, não quero. Estamos vivendo um mau momento, difícil de passar, aliás, para passar precisaríamos de uns 30 ou 40 anos, isso se a Revolução Cultural, a revolução dos costumes, começasse hoje.

Hoje tudo o que se diga pode ser levado ao preconceito, à discriminação, ao ódio, a isso e àquilo. Na verdade, essa costuma ser a interpretação das mentes típicas da ignorância.

Dia destes, por exemplo, alguns adolescentes, numa cidade gaúcha, dentro da escola deles, tentaram encenar uma peça cuja proposta era – “E se não der certo”? Os jovens questionavam-se sobre o futuro deles no Vestibular e mais tarde na faculdade. Perguntavam-se sobre o que fariam se nada desse certo. E a partir daí, alguns se caracterizaram de faxineiros, garçons, garis, “jornalistas”… profissões, enfim, tidas por “menores” por muita gente. Estavam errados? Claro que não, vivemos eternamente numa escada social incontestável. Tanto é verdade que a maioria dos jovens, dos pais deles antes de tudo, quer fazer Medicina. Por quê? Porque ainda imaginam que médico tem status, ganha bem, decide sobre a vida e a morte, isso e aquilo. Coitados dos toscos que pensam assim. Mas é assim. A sociedade sempre teve pirâmides sociais, negar isso é ser burrinho. Não há crime, preconceito, em eu dizer que porque não dei para nada virei jornalista… Qual é o crime? Os idiotas veem discriminação em tudo.

E dia destes, outros jovens, agora em Santa Catarina, tentaram encenar uma peça “caracterizados” de favelados. Qual o problema? E era aqui que eu queria chegar. Fiz Psicologia na PUC/RS e por duas vezes participei de um treinamento em Psicodrama, que é uma espécie de teatro onde se interpreta o papel de alguém que nos cause embaraço, problema, o que for, tudo supervisionado/dirigido por um professor psicólogo. Fui de uma feita mendigo. Na outra, dono de uma empresa.

Inesquecível a vivência. “Vivendo” um mendigo, “entendi” os mendigos, fiquei mais amigo deles, mais compreensivo. E como dono de empresa, entendi-lhes os problemas e as relações com os funcionários. Qual o problema? A PUC foi preconceituosa com esses treinamentos? Ora, vão se coçar numa tuna os estúpidos do preconceito de plantão. Um pouquinho mais de luz nessas cabeças das trevas lhes vai fazer um enorme bem…

 

Encarnar

Lembro de uma colega, trigueira, bonita, olhinhos faiscantes, uma gracinha… Ela foi levada a interpretar uma mãe num dos psicodramas de que participei como aluno de Psicologia na PUC/RS. Ela ia bem, “encarnou” intensamente uma mãe, claro que no inconsciente dela a tal mãe era a mãe dela, bem freudiana a coisa…) e lá pelas tantas caiu num choro lindo, incontido… Ela “entendeu” a mãe dela quando “encarnou” a mãe. E dizer que quando professores querem fazer parecido nas escolas, estúpidos vêm com a conversa de preconceito, discriminação… Tapados.

 

Engraçado

Os “bonzinhos” fizeram um auê com relação à história de alguns adolescentes se caracterizarem de favelados para interpretar uma peça… E por que também não gritam quando homens se “fantasiam” de mulheres? Sabes por quê? Por que aí os homens não estão brincando, eles querem ser mulheres. Freud não passou de graça por esta vida…

 

Falta Dizer

E nunca digam a um menino – vestido/fantasiado – de Super-homem ou do que for, que ele está fantasiado. Um menino nunca está fantasiado de nada, ele é… É o que ele fantasia. Os homens fantasiados de mulher também… Bolas! 

 

 

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