
O assunto voltou
Houve um tempo em que me incomodava voltar a assuntos aqui já tratados e um tanto cansativos, nesses momentos, todavia, lembro da velha proposta dos fenícios: – “Não há nada de novo abaixo do sol, o que é já foi, o que foi será”…
Sendo assim, vamos lá. O assunto, antigo, se renova todos os dias diante de cabeças que se vão iluminando. É o seguinte, acabei de ouvir uma instigante pergunta de uma ONG americana, esta: – “Como acabar com a miséria no mundo em uma geração”? E a resposta vem fulminante contra multidões de homens e mulheres broncos: – “Com a educação das meninas”.
Quer dizer, educando-se as meninas, dando-se a elas as “mesmas” oportunidades que “todas as famílias” dão aos meninos, o mundo será outro. O mundo passará a ser mais sensível, inteligente, terá valores mais consistentes, terá mais força, enfim, para o trabalho. E sem essa de que certos trabalhos exigem força, sem essa. Força é para cavalos, e tanto é verdade que os próprios homens criaram a expressão – cavalos de força. Ou vão me desmentir?
Nossas meninas não recebem as mesmas atenções que os meninos em suas famílias. Nem vamos discutir. Mesmo nas famílias sem filhos homens, as meninas são “educadas” para se conduzir de certos modos, modos de meninas, de mulheres.
Há quem diga que as garotas têm prazo de validade para casar e para ter filhos, os homens não. “Ah, Prates, isso vem da biologia da mulher, que é bem diferente da biologia do homem”. Não me venha com essa. Uma mulher solteira, que nunca casou etc., etc., é “discutida” pelas famílias e pela vizinhança. E o homem na mesma situação? – “Ah, esse é um espertalhão, escapou das amarras do casamento, sabe viver”, é o que dizem. Já as mulheres são malfaladas pelas próprias mulheres, aliás, mulher não é amiga de mulher, salvo casos de “patológica” exceção.
Enfim, se quisermos uma sociedade bem melhor, sem misérias, é dar estudos, educação, incentivos e liberdade para que as meninas façam o que quiserem. Sempre bem-educadas, é claro. E aí, bom, aí teremos um mundo com menos pobreza, mais justiça e ar puro para respirarmos. Esperar isso dos “bermudões” é querer enxugar gelo com pano de prato…
Terror
Cruzes! Os chineses se entredevoram, a competição é cada vez mais estonteante entre eles, e agora surgiu outra, daquelas… Pais que quiserem matricular seus filhos em escolas particulares têm que ter, antes, os filhos avaliados em duras provas de competência. E depois os pais têm que passar por provas semelhantes para que a escola saiba se eles são pais de qualidade ou não. Se os pais não forem aprovados, os filhos podem ser gênios, mas não serão aceitos. A ideia é que pais “comuns”, para não dizer tapados, não fazem filhos gênios. La pucha!
História
Uma mulher contou num jornal que teve sua vida destroçada por um ex-namorado, com quem ela um dia não quis mais namorar. O vagabundo ficou furioso e se vingou dela publicando de todos os modos e no mundo fotos da ex em situações de intimidade. Ela conta que viveu/vive um inferno. Ah, querida, é fácil dar um jeito num cara desses, um jeito bem rápido e eficaz… Facílimo…
Falta dizer
São poucos os pais que verdadeiramente educam. Todos tinham que dizer aos filhos que só há uma “Previdência”: a pessoal. E os investimentos nessa “Previdência” para o futuro passam pela mente e pelo bolso: qualificações e poupança. E assim, a vida futura será um pouco mais tranquila. Mas tem que começar cedo.
































