Luiz Carlos Prates – 15/06

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Piorou

A vida profissional piorou, bah, se piorou. E nem vou precisar de me valer da minha própria experiência, aposto que a sua vida profissional também piorou. Os tais modernismos eletrônicos, o mundo digital, todas as esperanças, não as quero chamar de tolices, agravaram nossa corrida pelo pão nosso de cada dia.

Lembro do tempo, não muito passado, quando ia para a redação do jornal em que trabalhava, fazia o que tinha que fazer, em pouco tempo, e deu pra bola, só amanhã. Saía empurrando a cadeira para debaixo da mesa…. O dia estava completo naquele pequeno expediente. Aí veio a modernidade, os computadores, as facilidades de toda sorte, bah, houve um suspiro de alívio geral, mas… Foi um baita engano. Hoje a “redação” em que trabalho, mais do tempo, é em casa e… ficou tudo pior, trabalho o dia todo e não sobra tempo…

Estou nessa arenga aparentemente sem razão, leitora/or, porque acabo de ler a seguinte manchete: – “Estados Unidos podem proibir computadores em todos os voos para o país”. Tudo bem, é por questões de segurança, computadores viraram armas, podem ser armas muito perigosas, etc., etc…. Mas, há uma grande vantagem nessa possível proibição.

Hoje, qualquer abobado da enchente entra no avião carregando um computador ou liga um estúpido celular e viaja o tempo todo “conectado”, ou para perder tempo com mensagens inúteis ou trabalhando, segundo dizem muitos. Só que esse trabalho, ou essa aparente diversão com os celulares ligados durante os voos, tem tirado o tempo de que se gozava durante os voos. Um tempo para ler, para ouvir as próprias músicas tocadas internamente pelas companhias áreas, qualquer coisa relaxante, enfim, até mesmo dormir…

Essa história de não termos mais tempo para nada, viver correndo, é preciso otimizar, ocupar o tempo todo com algum trabalho ou tolice eletrônica, muito mais prejudicou-nos a saúde e o lazer do que o contrário. Então, há mesmo males que vêm para o bem, para o nosso bem, como esse de viajantes não poder usar computadores em voos para os Estados Unidos. O difícil é acreditar que os americanos vão manter a palavra. O mundo dos imbecis é enorme e eles vão protestar, ah, vão…

 

Palavra

Palavram podem revelar muito, tudo mesmo até falsa bondade, que é o que mais vemos entre nós, falsas bondades… Um comentarista de televisão de São Paulo, falando sobre os marginais que vivem na Cracolândia, e manifestando-se contra as posturas – salubérrimas – do prefeito João Dória, disse que essa exclusão em que vivem as pessoas na Cracolândia precisa ser revista. Exclusão, que exclusão, abobado? Ninguém se torna viciado senão por vontade própria, ninguém é proibido de estudar, de trabalhar ou ser decente no Brasil. O vagabundo se autoexclue do mundo e depois vira vítima? Sem essa, dengosos da mentira. Pau!

 

Curioso

Conheço muita gente, jornalistas, especialmente, que vivem na estrada, é uma folguinha e lá se vão para… o exterior. Conhecer a Amazônia, ah, isso nunca. Vivem viajando, voltam contando maravilhas mas ao falar se revelam ocos, vazios de ideias, descrevem “imagens” e não posturas, artes, filosofias, nada, só vazios e muitas selfies, e nunca leram um livro na vida, nunca… Vale viajar assim? Para eles, vale. Mas de nada lhes adiantam as tantas viagens, continuam como sempre foram, uns nadas… Voltam com as mesmas cabecinhas, ó…

 

Falta dizer

Fato. O cidadão voltou com a mulher de uma viagem à Alemanha. E falava pelos cotovelos com o vizinho, contando passeios, isso e mais aquilo. De repente, ficou quieto, o vizinho que nunca viajara sabia mais da Alemanha que o viajante. Ele era um leitor ávido… Argh! 

 

 

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