Luiz Carlos Prates – 17/05

Foto horrorosa

Já conto de uma foto que acabei de ver, que horror! Antes, preciso dizer que toda foto com mais de 10 anos devia ser rasgada, não serve para mais nada senão para nos incomodar, suspirar… De que adianta, por exemplo, leitora, você, hoje com 40, 50 anos, ver-se numa foto com 19 anos? De que adianta? Mas há fotos bem piores que essas, a que eu acabei de ver, por exemplo…

Era uma foto de jornal, daquelas fotos que relembram centenários de famílias. Uma família gaúcha. Toda a família estava nessa foto. O pai sentado bem no meio, a mulher ao lado dele… e os filhos, muitos, em torno deles, parecendo torcedores de futebol ao redor do Messi…

A foto tinha 100 anos, mais até. O “chefão” estava mais sério que sentenciado que acaba de ouvir a condenação à morte. Os guris da foto, todos, engravatados e não deviam ter dentes, e assim as gurias; ninguém esboçando leve sorriso que fosse. As mulheres tapadas até o queixo, as roupas não lhes deixavam que alguém lhes visse a cor das canelas… Um horror de foto. Aquela coisa “falsamente” séria, claro, a partir do “chefão”, que deve ter pulado o muro várias e várias vezes como costumavam fazer os “chefões” sérios e “responsáveis” do passado, “pais” de família exemplares… Sei bem…

Ah, como a coisa mudou para melhor! Tirar foto como quem vai para a forca não existe mais, as mulheres têm o corpo “refrescado” por roupas que lhes deixam ver bem mais… Os jovens se soltaram, tudo melhorou, pelo menos diante da falsa ideia de que no passado eram todos sérios e responsáveis, pois sim…

Esse tipo de foto, e toda foto com mais de 10 anos de “vida” dentro de uma caixa de sapatos, devia ser rasgada, não serve para nada. Aliás, se no passado os “artistas” da foto posavam fingindo seriedade, hoje posam mostrando quem são, sem máscaras: uns pobres diabos sem graça, fingindo malandragem, malandragem com “filtros” de rejuvenescimento. Desonestidade pura, falsidade ideológica, isso sim.

Olhe, leitora, pensando bem, melhor acabar com as fotos.Tirar fotos para quê, para quem? Fotos só interessam aos fotografados, mostrar fotos nossas para os outros é burrice: os outros fingem que apreciam, mentira deles.

Além de tudo, foto é passado, e quem gosta de passado é museu, não é assim que dizem os bem-humorados? Vou lá dentro rasgar minhas fotos de mais de 10 anos, “aquele” lá da foto não sou mais eu, faz tempo…

 

HOJE

Hoje tudo é efêmero, para durar pouco… Não, não falo de casamentos, esses, se sabe, estão durando uma lua-cheia… Só ingênuos pensam que vão durar. Melhor assim, melhor é saber que vai durar pouco que se enganar com “eternidades”. E isso também vale para a relação das pessoas com o trabalho, com as empresas que “hoje” as contratam, tudo para durar pouco. Não se engane mais algum jovem pensando que vai entrar nesta ou naquela empresa e construir carreira nela. Não vai. Entre sabendo que a relação vai durar meses, se tanto. Certo? Melhor assim.

 

TEMPOS

No passado, os grandes empresários, os que construíram “modelos” empresariais e grandes marcas, não tinham diploma. E eram gênios. Hoje, a “rapaziada” é toda diplomada, e são estúpidos, mentes estreitas, visão de túnel e vivem chorando a crise e as dificuldades de mercado. Diploma nos negócios, graças a Deus, não faz gênios, faz patetas.

 

FALTA DIZER

Leitora, ouça esta e cuidado com o seu pretendente, com seu “amor”: – “O destino decide quem entra na nossa vida. Nossas atitudes definem quem fica”. Desconfiou? Mande-o pastar. Pastar, eu disse.

Proibido reproduzir esse conteúdo sem a devida citação da fonte jornalística.

Receba notícias direto no seu celular, através dos nossos grupos. Escolha a sua opção:

WhatsApp

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui